Trump avisa Irão em pleno ultimato: "Uma civilização inteira vai morrer esta noite"

CNN Portugal , HCL
7 abr, 13:31
Presidente dos EUA, Donald Trump (Getty)

Paralelamente, as autoridades iranianas apelaram à população para participar em "correntes humanas" frente às instalações de energia do Irão

O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou esta terça-feira a avisar o Irão para chegar a acordo, afirmando que "uma civilização inteira vai morrer esta noite" se não for alcançado um entendimento para pôr fim ao conflito.

 

 

Ainda assim, o presidente norte-americano sublinhou que "talvez possa acontecer algo revolucionariamente maravilhoso". "Quem sabe?, questionou, antes de concluir: "Logo veremos, esta noite". "Quarenta e sete anos de extorsão, corrupção e morte vão finalmente terminar. Deus abençoe o grande povo do Irão!"

A publicação surge horas após os Estados Unidos terem atingido alvos militares na ilha de Kharg, segundo um responsável norte-americano, que acrescentou que os ataques não visaram instalações petrolíferas.

Trump já tinha ameaçado destruir as centrais elétricas iranianas e outras infraestruturas civis, afirmando que o país enfrentará consequências graves se não reabrir o Estreito de Ormuz até à madrugada de quarta-feira. Trump já fixou anteriormente vários prazos que acabaram por ser alterados.

O presidente e a Casa Branca desvalorizaram as preocupações de que atacar esse tipo de infraestruturas constituiria, muito provavelmente, um crime de guerra.

Os EUA já tinham anteriormente atacado a ilha de Kharg em 13 de março. O Comando Central norte-americano afirmou então que tinham sido atingidos 90 alvos, entre os quais "instalações de armazenamento de minas navais, bunkers de armazenamento de mísseis e vários outros locais militares".

Os Estados Unidos têm em curso um ultimato de menos de 24 horas para a reabertura do Estreito de Ormuz, sob a ameaça de ataques massivos às infraestruturas energéticas do país. 

Paralelamente, as autoridades iranianas apelaram à população para participar em "correntes humanas" frente às instalações de energia do Irão, em resposta ao ultimato dos Estados Unidos. 

E.U.A.

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