Inicialmente, o jornalista acreditava tratar-se de uma partida ou de alguém a tentar obter informação
O conselheiro de Segurança Nacional americano, Mike Waltz, adicionou acidentalmente o editor da revista The Atlantic a um grupo secreto na aplicação Signal, no qual estavam a ser discutidas as preparações dos ataques contra os rebeldes Houthis.
O grupo, chamado "Houthi PC small group", era altamente restrito. Entre os membros estavam alguns dos rostos mais importantes da administração norte-americana, entre os quais o vice-presidente, JD Vance, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o enviado especial para o Médio Oriente, Steve Wikoff, o conselheiro nacional de Segurança Nacional Stephen Miller e o conselheiro de Segurança Nacional Mike Waltz.
Inicialmente, o jornalista Jeffrey Goldberg acreditava tratar-se de uma partida ou de alguém a tentar obter informação, mas com o passar do tempo foi obtendo a certeza de que o grupo era, de facto, real. Durante três dias decorreu uma discussão entre vários membros do Executivo acerca da necessidade de avançar com a missão que estava a ser preparada. Os norte-americanos estavam prestes a lançar uma operação militar contra alvos Houthis no Iémen.
"Tinha fortes dúvidas de que este grupo fosse real, porque não podia acreditar que a liderança da Segurança Nacional dos Estados Unidos comunicasse através do Signal sobre planos de guerra iminentes. Também não podia acreditar que o conselheiro de Segurança Nacional do presidente fosse tão imprudente a ponto de incluir o editor-chefe da The Atlantic em tais discussões com altos funcionários dos EUA, incluindo o vice-presidente", escreve o editor Jeffrey Goldberg.