Cole Tomas Allen fica em prisão preventiva. A audiência de custódia irá realizar-se na quinta-feira
O juiz Matthew J. Sharbaugh ordenou prisão preventiva do suspeito Cole Tomas Allen, de 31 anos. O suspeito do tiroteio no jantar de correspondentes da Casa Branca foi acusado de tentativa de homicídio do presidente dos Estados Unidos e de mais dois crimes: uso de arma de fogo durante um crime violento e transporte de arma de fogo entre estados com intenção de cometer um crime
A procuradora federal Jocelyn Ballantine afirma que Allen atravessou várias fronteiras estaduais na sua tentativa de assassinar o presidente dos Estados Unidos. O suspeito terá transportado uma espingarda calibre 12 de ação por bombeamento, três facas e outras armas. Allen não se declarou culpado das acusações.
A procuradora pediu ao juiz que ordenasse a prisão preventiva de Allen, uma vez que está a ser acusado de crimes de terrorismo. Embora nenhuma das acusações mencione diretamente o terrorismo, a procuradora considera que a tentativa de assassínio do presidente pode ser enquadrada como terrorismo doméstico. De acordo com a lei americana, este crime prevê uma pena de prisão perpétua.
O homem acusado de tentar assassinar o presidente Donald Trump no fim de semana compareceu em tribunal na tarde desta segunda-feira para uma breve audiência, na qual disse poucas palavras e demonstrou pouca emoção.
Cole Tomas Allen, que compareceu perante um juiz federal com um uniforme azul claro de recluso, permaneceu praticamente imóvel durante a audiência, ouvindo o juiz e respondendo às suas perguntas com pouco mais do que "sim" e "não" em voz alta e clara.
Allen disse ao juiz Matthew Sharbaugh que tem um mestrado em ciências da computação, que não consumiu drogas ou álcool recentemente e que desejava que o tribunal lhe nomeasse advogados de defesa para o representar no caso.
A audiência de custódia irá realizar-se na quinta-feira.
Ficou também marcada uma audiência preliminar para 11 de maio.
Depois da audiência, a procuradora federal do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, afirmou que o suspeito vai enfrentar acusações adicionai. "Haverá acusações adicionais à medida que a investigação avança", disse Pirro durante uma conferência de imprensa. "Mas não se deixem enganar, esta foi uma tentativa de homicídio do presidente dos Estados Unidos, e o arguido deixou claro qual era a sua intenção: eliminar o maior número possível de membros de alto nível do Gabinete."