MUNDIAL 2026

Saiba tudo aqui
Mais sobre o Mundial 2026

Ex-diretora do Citi Bank diz que foi demitida após ter alertado para riscos de uma conta em nome de Donald Trump

17 jun, 22:28
Donald Trump (AP)
Adicione a CNN como fonte preferidaSiga-nos no Google News ?Saiba mais

Profissional teria sido despedida após questionar a possibilidade de o banco criar uma conta bancária numerada para o ex-Presidente. O Citi Bank nega as acusações

Uma ex-diretora do departamento de gestão de património do Citi Bank moveu uma ação judicial contra a empresa por, alegadamente, ter sido despedida após manifestar preocupações em relação à abertura de uma conta bancária para Donald Trump em 2025, noticiou o Financial Times. Segundo a profissional, ela terá sido obrigada a sair da instituição como uma retaliação por ter identificado “riscos regulamentares e de compliance”.

Segundo o processo, realizado de maneira anónima sob o pseudónimo Jane Doe, a executiva havia demonstrado apreensão com a possibilidade de o banco abrir uma conta numerada para Donald Trump no ano passado. Na ocasião, o Citi Bank estava a analisar esta possibilidade.

Este tipo de conta substitui o nome do titular por uma série de números, o que poderia dificultar a monitorização das movimentações financeiras. Deste modo, dias após expor esta situação a um superior, Doe teria sido despedida.

O Citi Bank nega que tenha demitido a profissional como uma retaliação, mas não respondeu ao Financial Times se chegou a criar uma conta para Trump. “Tal como acontece com a outra queixa apresentada pelo advogado desta queixosa contra o Citi, esta ação judicial carece totalmente de fundamento e iremos demonstrá-lo ao longo do processo judicial”, disse a instituição.

Durante uma audição judicial, a empresa sublinhou que a demissão ocorreu devido a “diversas, fundamentadas reclamações em relação ao seu comportamento”. Segundo o banco, após errar a etnia de um cliente, a antiga executiva teria dito: “Qual é a diferença, são todos iguais”. Ela também terá feito comentários ameaçadores a colegas.

O advogado de Jane Doe, porém, negou, em contacto com o Financial Times. No processo, a executiva, que é de nacionalidade chinesa, afirmou que a investigação do departamento de recursos humanos da empresa era “uma farsa e uma cortina de fumaça para excluir Doe devido à sua raça, etnia, género e em retaliação por pela sua atividade protegida de comunicar internamente riscos regulamentares, operacionais e de reputação ao Citi”.

Relacionados

Informação em todas as frentes, sem distrações? Navegue sem anúncios e aceda a benefícios exclusivos.
TORNE-SE PREMIUM

E.U.A.

Mais E.U.A.