Quem é que representa melhor a América: Bad Bunny ou Donald Trump?

CNN Portugal , MJC
15 fev, 10:13
Donald Trump e Bad Bunny (Getty)

Nesta sondagem o presidente dos EUA não vai à frente. A maioria dos inquiridos gostou da atuação do músico porto-riquenho e não se importou que ele tivesse cantado em espanhol

Uma sondagem da Yahoo!/ YouGov mostra que, após a polémica sobre a apresentação do intervalo do Super Bowl no passado fim de semana, a taxa de aprovação do músico Bad Bunny é superior à do presidente dos EUA, Donald J. Trump. 

Na pergunta “Quem melhor representa a América?”, a divisão entre 42% para o músico porto-riquenho e 39% para o presidente dos EUA deu a Bad Bunny uma vantagem de três pontos sobre Trump - e ainda houve 20% que responderam “não tenho a certeza”, o que prova que a disputa entre os dois é bastante renhida.

Mais de 1.700 adultos americanos foram inquiridos para a sondagem, com uma percentagem ligeiramente maior de republicanos e conservadores do que de democratas/liberais. Os inquiridos identificaram-se como 33% republicanos, 31% democratas e 28% independentes. Por ideologia, 33% identificaram-se como conservadores, 28% como liberais e 31% como moderados. Em termos raciais, os brancos dominaram a amostra com 63%, seguidos pelos hispânicos com 16% e pelos negros com 13%.

Questionados sobre a sua opinião geral relativamente a Bad Bunny, 43% dos inquiridos afirmaram ter uma visão favorável do artista, enquanto 36% afirmaram ter uma visão desfavorável.

Um resultado semelhante foi obtido na pergunta se aprovavam ou desaprovavam a escolha de Bad Bunny para o intervalo do Super Bowl. A aprovação foi de 44%, enquanto 35% desaprovaram a escolha da NFL.

O cantor porto-riquenho Bad Bunny atuou durante o espetáculo do intervalo do Super Bowl LX entre os Patriots e os Seahawks, apresentado pela Apple Music, no Levi's Stadium, em Santa Clara, Califórnia (AP)

Em resposta à questão “Gostou ou não da atuação dos Bad Bunny no intervalo do Super Bowl?”, 30% dos americanos inquiridos disseram que “gostaram”, enquanto apenas 8% disseram que “não gostaram”. Outros 8% que assistiram ao espetáculo não manifestaram qualquer opinião. (Os restantes 53% dos inquiridos indicaram que não assistiram.)

Bad Bunny não cantou em inglês, mas isso não foi um problema para a maioria dos 47% dos adultos americanos que assistiram ao espetáculo do intervalo. A sondagem mostrou que 31% dos que assistiram aprovaram a apresentação totalmente em espanhol, enquanto apenas 11% desaprovaram. (Outros 5% estavam indecisos; mais uma vez, a pergunta não foi feita aos 53% que não assistiram.)

A mensagem final de Bad Bunny recebeu elevada aprovação do público. Os inquiridos foram questionados sobre o que acharam do artista terminar a sua atuação dizendo "Deus abençoe a América" ​​enquanto citava todos os países da América do Norte, Central e do Sul, com um cartaz em segundo plano onde se lia que "A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor". A pergunta foi feita a todos os inquiridos - tanto aos que assistiram ao espetáculo do intervalo como aos que não assistiram - e uns impressionantes 60% aprovaram a mensagem, enquanto apenas 16% disseram que a desaprovaram (24% não tinham a certeza).

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