Medvedev ataca os que querem destruir a Rússia: "Bastardos e degenerados. Farei todos os possíveis para que desapareçam"

7 jun, 17:51
Dmitry Medvedev e Vladimir Putin

Antigo presidente russo não poupa insultos ao explicar o motivo pelo qual as suas publicações no Telegram "são tão duras"

O antigo presidente russo, Dmitry Medvedev, atacou esta terça-feira aqueles que diz quererem acabar com a Rússia, apelidando-os de “bastardos e degenerados” numa publicação no Telegram, onde admite, perante mais de 300 mil seguidores, que odeia os críticos do seu país.

"Muitas vezes perguntam-me porque é que as minhas publicações no Telegram são tão duras. A resposta é que eu odeio-os. São uns bastardos e degenerados”, escreveu o atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia.

Medvedev, que ocupou o cargo de presidente da Federação Russa entre 2008 e 2012 e ficou conhecido por promover uma política mais liberal na Rússia, diz ainda que, enquanto for vivo, tudo fará para que aqueles que criticam o seu país desapareçam.

“Desejam a nossa morte, a da Rússia. Mas enquanto for vivo, farei todos os possíveis para que desapareçam", acrescentou, sem esclarecer ao certo a quem se referia, havendo, no entanto, publicações internacionais que acrescentam que Medvedev se refere aos ucranianos.

Recorde-se que a ofensiva militar lançada na madrugada de 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 15 milhões de pessoas – mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,9 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa – justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

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