FDUL pede abertura de processo disciplinar a professor que quis investigar casos de assédio

29 abr, 00:23
Universidade de Lisboa - Faculdade de Direito

Trata-se de Miguel Lemos, professor assistente daquela instituição, que integra o Conselho Pedagógico e saiu diversas vezes em defesa destas alunas

Depois de abrir três inquéritos a docentes por suspeitas de má conduta, a FDUL pede agora a instauração de um processo disciplinar a um dos professores que quis investigar os casos de assédio.

Miguel Lemos, professor assistente daquela instituição, foi uma das figuras mais vocais a pedir uma investigação aos casos de assédio sexual e moral de que há vários anos se ouvia falar dentro das paredes da faculdade.

O docente, que integra o Conselho Pedagógico, saiu por diversas vezes em defesa da criação de mecanismos mais robustos, que permitissem averiguar os vários episódios de que muitos alunos se queixavam.

Numa das reuniões que, sabe a CNN Portugal, foi realizada num ambiente de particular tensão, chegou a denunciar pressões exercidas por outros docentes junto dos representantes estudantis, para que estes se desmobilizassem e não levassem avante a plataforma eletrónica para denúncias anónimas, que funcionou durante o mês de março.

Agora, por queixa de um professor catedrático, foi-lhe instaurado um processo disciplinar, estando acusado de violar os seus deveres de correção.

No mesmo documento, a que a CNN teve acesso, consta ainda uma carta enviada pela Diretora da FDUL, Paula Vaz Freire, ao Reitor da Universidade de Lisboa, dando nota de que - estando arrolada como testemunha por parte do decano da FDUL (o queixoso) - “não se afigura adequado que a abertura do processo disciplinar” seja por ela executado.

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