"Vimos viaturas a parar na A1 para tirarem fotografias". Proteção Civil pede às pessoas para que não corram riscos em zonas de cheias

Agência Lusa , CM
11 fev, 22:16

Presidente da Proteção Civil faz várias recomendações para a salvaguarda de pessoas, animais e bens e lembra que o "desagravamento" do estado do tempo na quinta-feira "é só aparente"

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) pede à população que evite comportamentos de risco, nomeadamente circular nos acessos junto ao rio Mondego, em Coimbra, e que salvaguarde animais e bens, retirando-os de zonas ribeirinhas.

Numa conferência de imprensa em Coimbra, o presidente da ANEPC, José Manuel Moura, destacou que as autoridades já realizaram um conjunto de retiradas preventivas de pessoas de zonas em perigo na região de Coimbra, onde esta quarta-feira um dique colapsou na margem direita do rio Mondego, nos Casais, junto ao viaduto da autoestrada 1 (A1), agravando o risco de cheias.

José Manuel Moura recomendou aos cidadãos que evitem circular nos acessos junto ao rio Mondego, e pediu para os residentes junto à Nacional 111, que liga Coimbra a Montemor-o-Velho, estarem atentos e seguirem “aquilo que são as indicações da Proteção Civil”.

“Não atravessar a pé ou de viatura. Há pouco estávamos aqui a acompanhar em direto, viaturas a parar na A1 para tirarem fotografias. Parar numa autoestrada já é proibido, numa circunstância destas é ainda mais grave. Portanto, evitar esses comportamentos”, disse, numa conferência de imprensa onde também estiveram o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, e a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa.

“Não atravessar a pé ou em viatura estas estradas com linhas de água ou com zonas inundáveis. Não circular nem permanecer em pontes e aceder a locais inundados ou historicamente inundáveis. E evitar atividades junto às linhas de água, sobretudo em locais sujeitos a cheias rápidas”, insistiu.

José Manuel Moura pediu também para que os animais sejam salvaguardados, retirando-os de zonas suscetíveis a inundações.

Equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens devem igualmente ser retirados das zonas ribeirinhas habitualmente inundáveis, junto aos rios Mondego, Ceira, Alva e Arunca, e levados para locais seguros.

O responsável pela Proteção Civil aconselhou ainda os cidadãos a manterem-se informados junto dos órgãos de comunicação social e junto dos agentes de Proteção Civil que estão a acompanhar a situação.

Ainda de acordo com o presidente da Proteção Civil, na quinta-feira verificar-se-á “um aparente desagravamento”, que “é só aparente”, porque as previsões apontam para um elevado valor acumulado de chuva.

“Só a partir de, porventura, sábado poderemos ter aqui algum desagravamento já efetivo”, afirmou.

O responsável destacou também que a ANEPC, em colaboração com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), está a acompanhar a evolução dos caudais no território nacional, “desde o rio Minho às ribeiras do Algarve”, o que “é um trabalho hercúleo, muito significativo”, para ajustar o dispositivo, salientando que “as grandes bacias, não só do Mondego, mas também do Douro e do Tejo” merecem especial preocupação.

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