Diogo Jota morreu a 3 de julho num acidente de viação em Espanha. Dois dias depois, o guitarrista luso-americano Nuno Bettencourt subiu ao palco com a camisola 20 do Liverpool. Foi em Birmingham, num concerto de despedida dos Black Sabbath. Também os Oasis prestaram tributo ao avançado português
A camisola dizia "Jota". Era a do Liverpool, número 20. Estava vestida por Nuno Bettencourt, guitarrista dos Extreme, durante a parte final do concerto de sábado à noite em Birmingham, Inglaterra. Não era um concerto qualquer.
“Back to the Beginning: Ozzy’s Final Bow” reuniu os nomes maiores do metal para a despedida definitiva dos Black Sabbath, fundadores do género, nascidos ali mesmo, em Birmingham. Os bilhetes estavam esgotados há meses.
O momento aconteceu durante a atuação de Yungblud, que chamou Bettencourt ao palco para tocar consigo e dedicou o tema Changes ao futebolista português Diogo Jota, falecido dois dias antes, a 3 de julho, num acidente de viação em Zamora, Espanha. Tinha 28 anos. Morreu juntamente com o irmão, André Silva.
A homenagem emocionou o público britânico, habituado a ver Jota em campo, ao serviço do Liverpool e da Seleção Nacional. A camisola nas costas de Bettencourt não precisou de legenda.
Nuno Bettencourt, nascido na ilha Terceira, nos Açores, emigrou para os Estados Unidos com quatro anos. Com os Extreme, chegou a partilhar palco com os Aerosmith. Tocou com artistas como Janet Jackson, Toni Braxton e Robert Palmer. Sábado à noite, usou o palco do “maior concerto de metal de sempre” para um gesto pessoal.
Na véspera, sexta-feira, 4 de julho, também os Oasis prestaram homenagem. Durante Live Forever, no primeiro concerto da reunião da banda de Manchester, em Cardiff, foi projetada no ecrã uma fotografia de Diogo Jota. O estádio silenciou-se. A digressão chama-se “Live ’25”. Não passa, para já, por Portugal.
Live Forever and a beautifully poignant tribute to Diogo Jota as his LFC shirt flashed on to screen @oasis pic.twitter.com/3zAVkkQOHi
— Dianne Bourne (@diannebourne) July 4, 2025