Diogo Jota poderia não estar a ultrapassar um carro e terá feito uma "manobra de emergência", diz perito

8 jul, 21:54

"Fala-se numa ultrapassagem, mas depois, quando verificamos alguns vídeos partilhados nas redes sociais, é possível visualizar, metros antes deste local, fragmentos do pneu. Coloca-se a ideia de o rebentamento ter sido muito anterior a uma eventual ultrapassagem", disse Paulo Vieira Pinto

Paulo Vieira Pinto, perito em acidentes de viação, esteve no CNN Fim de Tarde para tentar ajudar a compreender o despiste que vitimou Diogo Jota e André Silva na quinta-feira.

O perito questionou uma das teses iniciais avançadas pela polícia espanhola, de que o futebolista português estaria a ultrapassar outro veículo no momento do acidente.

“Fala-se numa ultrapassagem, mas depois, quando verificamos alguns vídeos partilhados nas redes sociais, é possível visualizar, metros antes deste local, fragmentos do pneu. Coloca-se a ideia de o rebentamento ter sido muito anterior a uma eventual ultrapassagem”, começa por explicar.

“Se nós quisermos considerar a questão da ultrapassagem como possível, e integrando os outros vestígios (…), podemos verificar algo que pode ser interessante: o indivíduo vai a circular, o pneu rebenta, o Diogo Jota tenta controlar o veículo usando os travões, o carro perde o controlo direcional e foge para a sua esquerda, podendo dar a sensação ao indivíduo que estava à sua frente de que estava a iniciar uma ultrapassagem no momento em que rebenta o pneu.”

Paulo Vieira Pinto refere também, com base nos dados de que dispõe, que o internacional português terá feito uma “manobra de emergência” antes de despistar-se.

“Se temos uma marca de travagem, é sinal de que temos uma reação. Isso significa que o Diogo Jota, um ou dois segundos antes do desfecho, ter-se-á apercebido e terá feito uma manobra de emergência para reduzir a velocidade. Se considerarmos a marca de travagem e o tempo de reação, temos uma noção do que aconteceu.”

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