Versão do camionista português contraria o relatório preliminar da Guardia Civil espanhola, que aponta para "um possível excesso de velocidade" e problemas numa das rodas como fatores que contribuíram para o acidente
Um camionista português que se cruzou com o carro onde seguiam Diogo Jota e André Silva, e que será o autor de um vídeo gravado poucos momentos após o acidente que vitimou os irmãos numa autoestrada no norte de Espanha, garante que os dois não iam em excesso de velocidade.
"[A família] tem a minha palavra de que não iam em excesso de velocidade. Iam supertranquilos. Eu faço esta estrada todos os dias, de segunda a sábado, sei a estrada que é e não vale coisa nenhuma. É uma estrada escura e eu consegui ver a marca do carro, a cor do carro, tudo direitinho", disse José Azevedo, como se identifica, num vídeo de quatro minutos.
Esta versão contraria o relatório preliminar da Guardia Civil espanhola, que aponta para “um possível excesso de velocidade” e problemas numa das rodas como fatores que contribuíram para o acidente.
O camionista refere também que tentou ajudar a apagar o incêndio, mas que não havia nada a fazer, depois de ter sido criticado nas redes sociais por não ter prestado auxílio, cenário que desmentiu.
“O camionista, eu, filmou, parou, pegou no extintor e tentou ajudar. Eu tentei ajudar, mas, devido ao impacto, não havia nada a fazer”, completou.
Diogo Jota era jogador do Liverpool, que representava há cinco épocas e no qual venceu uma liga inglesa, uma Taça de Inglaterra e duas Taças da Liga.
Na seleção portuguesa, Diogo Jota somou 49 internacionalizações ‘AA’, com 14 golos marcados, tendo conquistado duas Ligas das Nações.
Depois da formação no Gondomar e no Paços de Ferreira, o avançado representou por uma época o FC Porto, por empréstimo do Atlético de Madrid, sendo depois cedido ao Wolverhampton, no qual esteve três temporadas.
Diogo Jota tinha-se casado dez dias antes do acidente. Tinha três filhos.
