Polícia dinamarquesa diz que "nada aponta para motivações terroristas"

4 jul, 07:53
Dispositivo de segurança após tiroteio em Copenhaga (Claus Bech/Ritzau Scanpix via AP)

Pelo menos três pessoas morreram e várias pessoas ficaram feridas. Suspeito, que foi detido, era conhecido das autoridades e tinha antecedentes psiquiátricos

A polícia dinamarquesa afastou, esta segunda-feira de manhã, a hipótese de que o ataque no Centro Comercial Field's, um dos maiores centros comerciais da Escandinávia, tenha tido motivações terroristas, avança o jornal Jyllands Posten. O ataque fez três mortos e vários feridos, quatro deles em estado grave.

Em conferência de imprensa, Søren Thomassen, chefe da polícia de Copenhaga, revelou que o suspeito de 22 anos, de nacionalidade dinamarquesa, era conhecido das autoridades e tinha antecedentes psiquiátricos.

"Ele é conhecido por ter antecedentes de doença psiquiátrica", afirmou.

As autoridades dizem ainda acreditar que o suspeito atuou sozinho e que as vítimas do ataque foram aleatórias sem distinção de, por exemplo, raça ou género. Sobre os vídeos, a polícia diz estar ciente dos mesmos, que acredita que mostram o detido nos dias que antecederam o ataque.

Quando foi detido, o homem estava na posse de uma navalha, uma espingarda e de munições. As armas eram legais, mas não para as quais o suspeito tinha autorização.

Pelo menos três pessoas morreram e várias pessoas ficaram feridas. Quatro dos feridos estão em estado crítico, dois de nacionalidade dinamarquesa (um homem de 40 anos e uma mulher de 19), dois são suecos (um homem de 50 anos e uma mulher de 19 anos). 

As vítimas mortais são um dinamarquês de 17 anos, uma dinamarquesa de 17 anos, e um homem de nacionalidade russa de 47 anos a residir na Dinamarca.

De acordo com várias testemunhas que estavam dentro do local, os primeiros disparos foram ouvidos na zona da restauração, no terceiro andar.

Numa reação ao tiroteio, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, disse no domingo que o país foi atingido por um "cruel ataque".

"É incompreensível, comovente, sem sentido. A nossa bela, e geralmente tão segura, capital foi alterada numa fração de segundos", afirmou num comunicado oficial.

Numa declaração conjunta, a rainha Margarida, o príncipe Frederico e a mulher e a princesa Maria afirmaram que "a situação pede unidade e cuidado".

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