Detidas 18 pessoas em Díli por suspeita de jogo ilegal online

Agência Lusa
21 fev, 09:36
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Foram identificados durante uma fiscalização do Serviço de Migração a uma casa alugada no Fomento, em Díli

As autoridades timorenses detiveram 18 cidadãos estrangeiros por suspeita de jogo ilegal online, informou este sábado, em comunicado, o departamento de relações públicas do Ministério do Interior timorense.

Segundo o comunicado, foram identificados durante uma fiscalização do Serviço de Migração, na sequência de uma informação do Serviço de Informações da Polícia, a uma casa alugada no Fomento, em Díli.

“Depois de localizarem os cidadãos estrangeiros, a equipa contactou de imediato o Departamento do Serviço de Investigação Criminal (DSIK), uma vez que existiam indícios da prática de jogos ilegais ‘online’, classificados como jogos ilegais e sem qualquer documentação legal”, pode ler-se no comunicado.

Durante as buscas, as autoridades apreenderam também material informático.

“Os 18 suspeitos foram entregues ao Departamento do Serviço de Investigação Criminal e conduzidos ao Comando-Geral da Polícia Nacional de Timor-Leste, para serem submetidos a um processo de investigação mais aprofundado”, acrescenta-se no comunicado.

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) alertou em setembro para a proliferação de redes criminosas em Oecussi, enclave timorense no lado indonésio da ilha de Timor, salientando que as recentes investigações mostram uma contaminação da região.

Na sequência daquela denúncia pública, o Governo timorense determinou cancelar as licenças concedidas para exploração de jogos e apostas 'online', bem como proibir a atribuição de novas licenças, devido a riscos para a segurança e estabilidade social.

Em dezembro, as autoridades timorenses encerraram a casa de jogos Lotaria Dragon, em Díli, bem como os escritórios da empresa Capital Ventures Timor por suspeita de jogo ilegal.

Segundo a UNODC, após uma região ser infiltrada por criminosos digitais, “frequentemente transforma-se num centro de fraude cibernética e de tráfico de droga e de pessoas”.

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