Petição a exigir bombas de insulina híbridas para crianças com diabetes chega à AR

Agência Lusa , AM
14 nov, 06:08
Saúde, diabetes, injeção, insulina. Foto: Niklas Halle'N/AFP via Getty Images

Haverá em Portugal “cerca de 30 mil pessoas” com diabetes tipo 1, a doença crónica mais frequente nas crianças e jovens

Uma petição com cerca de 25 mil assinaturas é entregue esta segunda-feira na Assembleia da República a reivindicar o acesso das mais de 5.000 crianças e jovens com diabetes tipo 1 às bombas de insulina híbridas.

“Para aquilo que necessitávamos, que são cerca de sete mil assinaturas para que este tema seja discutido em plenário e para que seja dada a possibilidade aos partidos de tomarem iniciativa legislativa, pensamos que esta campanha foi extremamente conseguida”, disse à Lusa o presidente da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), uma das entidades que promoveu a petição.

Segundo José Manuel Boavida, haverá em Portugal “cerca de 30 mil pessoas” com diabetes tipo 1, a doença crónica mais frequente nas crianças e jovens, cuja qualidade de vida pode ser “grandemente” melhorada com os chamados sistemas híbridos de perfusão subcutânea contínua de insulina.

“Não estávamos à espera de uma adesão tão rápida e tão forte por parte de tantas pessoas, principalmente das próprias pessoas com diabetes tipo 1 e seus familiares”, à petição que foi lançada há cerca de um mês, reconheceu o responsável da APDP.

A petição, promovida também por um conjunto de entidades ligadas aos cuidados de saúde prestados a crianças e jovens com diabetes tipo 1, salienta que “o sistema de bombas de insulina híbridas ou automáticas é já uma realidade em Portugal, mas ainda não tem o alcance necessário e implica um valor incomportável para as famílias”.

“Trata-se do sistema cuja performance mais se aproxima do pâncreas artificial, administrando insulina automaticamente e ajustando-a de acordo com as necessidades individuais. É revolucionário na medida em que melhora substancialmente a saúde das pessoas com diabetes, permitindo-lhes viver quase como se não tivessem” a doença, sublinha o texto da petição.

De acordo com o documento, a utilização destas bombas pode proporcionar uma melhor compensação, assim como uma redução em 80% do número de picadas nos dedos e 95% do número de injeções que uma pessoa com diabetes tipo 1 tem de dar por ano, contribuindo para “uma melhoria significativa da qualidade de vida das crianças, mas também das suas famílias e outros cuidadores”.

“Apelamos, desta forma, ao acesso desta população, sob prescrição de especialista, aos sistemas de bombas de insulina híbridas em todos os centros de colocação de bombas do país”, reivindica a petição.

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