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Em 2024, quase 100% dos afogamentos ocorreram em zonas sem vigilância

25 jul 2025, 10:50
Dia Mundial da Prevenção do Afogamento
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Celebra-se esta sexta-feira o Dia Mundial de Prevenção do Afogamento

Em 2024 foram registadas 121 mortes por afogamento em Portugal, sendo que praticamente todas ocorreram em zonas não vigiadas por uma equipa de salvamento, de acordo com o Relatório Nacional de Afogamento 2024, publicado pela Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FEPONS) esta sexta-feira, dia em que se assinala o Dia Mundial de Prevenção do Afogamento.. 

Comparativamente aos dados referentes a 2023 registou-se um decréscimo de 21,9%, sendo que nesse ano o registo é de 155 vítimas. “Este decréscimo é encorajador, mas continua a exigir vigilância e ação sustentada por parte de toda a sociedade”, pode ler-se no comunicado da FEPONS.

O Relatório Nacional de Afogamento 2024, produzido pelo seu Observatório do Afogamento, revela que "76,9% das vítimas eram do sexo masculino, confirmando uma tendência persistente, as faixas etárias mais afetadas foram os 55 aos 59 anos (11,6%) e os 70 aos 74 anos (8,3%), os locais com maior número de ocorrências foram o mar (41,3%), seguido pelos rios (31,4%) e poços (9,9%), 44,6% das mortes ocorreu à tarde, e 97,5% dos casos aconteceram em locais sem vigilância por nadadores-salvadores".

Para além disso, "apenas 3 das 121 mortes ocorreram em zonas vigiadas durante a época balnear, o que sublinha a eficácia da presença de nadadores-salvadores".

"O número mais elevado de afogamentos verificou-se no mês de abril, com 21,5% dos casos", acrescenta o relatório.

O relatório disponibilizado “é um importante instrumento de apoio à decisão para autoridades nacionais, autarquias e entidades responsáveis pela segurança aquática, podem ser feito o seu download no site

Até à data, em 2025, a estatística disponibilizada pela FEPONS assinala 49 mortes por afogamento. Em 2024 no mesmo período, o registo indica 58 mortes no meio aquático.

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