Esqueça as flores do supermercado embrulhadas em plástico. Aqui ficam conselhos para o Dia dos Namorados

CNN , Madeline Holcombe
14 fev, 11:00
Flores

Em vez de clichês de última hora, os especialistas ouvidos pela CNN recomendam presentes personalizados, como experiências a dois

Um dos melhores presentes que Alyse Dermer, fundadora do serviço de concierge de presentes de luxo Mr. Considerate, alguma vez recebeu foi uma pulseira, ainda no início da relação com o marido.

Estavam numa viagem juntos e pararam numa pequena loja. Ela admirou as joias, encontrou uma pulseira de que gostou e experimentou-a antes de a voltar a colocar na vitrina e seguir caminho. Não queria comprá-la? Não, precisava de ser prática, disse-lhe.

Semanas depois, ele voltou à loja, falou com a funcionária para perceber qual tinha sido a pulseira de que ela tanto gostara e comprou-a para lhe oferecer.

O que tornou aquele presente tão especial não foi o preço nem sequer a excitação de poder usá-lo, segundo Dermer. Foi o facto de ele se ter importado o suficiente para se lembrar de que ela tinha gostado tanto e ter tido todo o trabalho de a voltar a encontrar.

Com o Dia dos Namorados a aproximar-se, Dermer está agora ocupada a ajudar os seus clientes - maioritariamente homens em relações com mulheres - a encontrar à pressa um presente para a ocasião. E sim, ser uma pessoa atenta na hora de oferecer um presente exige tempo e esforço, mas não é impossível, explica.

Ela e outros especialistas deixam orientações para contrariar os mitos que podem levá-lo a pensar que não consegue escolher um bom presente e fazer o seu parceiro sentir-se amado neste dia.

“O presente perfeito diz: ‘Eu ouço-te, eu vejo-te, eu valorizo-te’”, afirma Dermer.

Em vez da mala “It Girl”, uma mala que resolve um problema

Um artigo de luxo de marca, como uma mala de designer muito popular, nem sempre é o sucesso garantido que as pessoas imaginam, segundo Dermer.

Em vez disso, recomenda um presente que mostre que tem estado atento - e isso leva tempo a escolher. Antes de começar sequer a fazer compras, Dermer aconselha os seus clientes a observarem primeiro a parceira ou o parceiro.

Em que fase da vida estão? Lingerie cara para uma mãe que deu à luz há três semanas provavelmente vai transmitir a ideia de que não está a perceber o contexto, explica. Há coisas que usam todos os dias e que poderiam ser melhoradas? Existe algum problema que possa resolver por elas?

Imaginemos que pensa no ano que aí vem e percebe que você e a sua mulher vão a sete casamentos. Dermer pode recomendar a compra de uma clutch de cerimónia que a faça sentir-se ainda mais especial em todos esses eventos. Outro cliente pode ter uma parceira que se desloca diariamente para o trabalho e se queixa de que a mala é demasiado pesada; nesse caso, ele encontra uma substituta elegante, leve e com bom suporte, afirma.

A chave é encontrar algo que a sua pessoa especial possa usar com regularidade e que talvez não tivesse comprado para si própria, e que mostre que está atento aos seus desejos e necessidades, segundo Dermer.

Este exercício não é tão simples como comprar flores a caminho de casa. Ser atencioso assim implica começar o mais cedo possível e talvez até manter uma nota regular com coisas que ouviu a pessoa mencionar que admira ou de que precisa, acrescenta.

Em vez de uma torradeira, um cachecol

Há, no entanto, uma linha ténue entre resolver um problema e ser demasiado prático.

Embora um presente que a pessoa amada possa usar regularmente seja muitas vezes muito apreciado, uma torradeira pode não resultar, segundo Julian Givi, professor associado de marketing na John Chambers College of Business Economics da West Virginia University. A sua investigação centra-se no comportamento do consumidor no contexto da oferta de presentes.

Este dia é sobre um pouco de luxo e mimo, o que não tem de ser caro, refere Dermer.

Muitas pessoas pensam que o montante gasto num presente está diretamente associado ao quanto o destinatário o irá valorizar. Mas, desde que corresponda a expectativas razoáveis, é pouco provável que quem recebe se preocupe demasiado com o valor gasto, explica Evan Polman, professor de marketing na Wisconsin School of Business da University of Wisconsin-Madison. Também ele estuda a tomada de decisões na oferta de presentes.

Para algo útil e especial, tente pensar em melhorias de que o seu parceiro possa beneficiar e que talvez não tivesse comprado para si próprio. Num inverno particularmente frio para muitos, talvez seja um cachecol de caxemira. Um conjunto de pijama de qualidade, por exemplo, é algo de que a maioria das pessoas pode precisar e que apreciaria, acrescenta Dermer.

Para tornar o presente ainda mais especial, pode procurar algo numa cor festiva, sugere.

Em vez de joias, bilhetes para um concerto

No que toca a presentes, as pessoas tendem a preferir oferecer bens materiais, mas as experiências são desfrutadas durante muito mais tempo, segundo Givi.

Por mais entusiasmante que possa ser uma nova peça de joalharia, considere investir parte desse dinheiro em bilhetes para ver a banda favorita do seu parceiro ou levá-lo(a) a uma massagem a dois, sugere.

O objetivo de oferecer um presente deve ser a manutenção da relação, especialmente num dia tão focado no amor, e oferecer uma atividade ou experiência que possam fazer juntos é uma excelente forma de passar tempo de qualidade enquanto comunica o seu nível de cuidado, explica Polman.

Mesmo que queira oferecer um presente para desembrulhar, pode torná-lo ainda mais especial ao associá-lo a uma experiência, acrescenta o especialista. Aventais a condizer podem acompanhar uma aula de culinária que façam juntos; luvas quentes podem remeter para uma caminhada de inverno que esteja a planear; uma boa garrafa de vinho pode acompanhar um piquenique a dois.

“É um bom presente porque cria memórias”, afirma Polman.

Em vez de rosas do supermercado, um cartão

Todos os anos, Givi diz ver um grupo de homens desesperados a vasculhar as prateleiras quase vazias do supermercado ou da farmácia na véspera do Dia dos Namorados, à procura do que resta dos presentes tradicionais.

Não há nada de errado com os clássicos, como rosas, chocolates ou um urso de peluche. Mas, se quer que o seu presente transmita uma mensagem de cuidado, deve ter atenção para não passar a ideia de que está apenas a cumprir o esperado com os acessórios habituais, afirma Givi.

A apresentação pode fazer a diferença, segundo Polman.

Retire o plástico das flores compradas no supermercado. Se se sentir mais ousado, coloque-as numa jarra, sugere Dermer. Sim, uma caixa de chocolates é ótima, mas pode ser elevada colocando bombons embrulhados em papel rosa e vermelho dentro de um frasco, acrescenta.

Se quer realmente causar impacto, compre um cartão, sente-se e escreva algo com sentimento, explica o especialista.

“Às vezes, mostrar que se importa é optar por algo super atencioso. Às vezes é optar por algo caro para uma pessoa que não pode pagar. Às vezes pode usar as palavras para o fazer”.

Não é demasiado cedo para planear 2027

Se o seu presente não correr como esperado, abra a aplicação de notas e comece a prestar atenção ao que o seu parceiro diz quando não está a perguntar-lhe diretamente o que quer.

Se observar e ouvir, ele ou ela vai deixar pistas (de propósito e sem querer) sobre o que poderá resultar no próximo ano.

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