Peso da Régua e África do Sul recebem comemorações do Dia de Portugal

Agência Lusa , AG
21 jan, 12:46
Mensagem de Ano Novo de Marcelo (Lusa/Rui Ochoa; Presidência da República)

Escolha da localidade portuguesa justificada pelo Douro ter sido designado como Capital Europeia do Vinho

As comemorações do Dia de Portugal decorrerão este ano no Peso da Régua e na África do Sul, anunciou este sábado a Presidência da República, que designou o enólogo João Nicolau de Almeida como presidente da comissão organizadora.

“O Presidente da República resolveu designar o Peso da Régua como sede, no ano de 2023, das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, estendendo-se as celebrações às comunidades portuguesas na África do Sul”, lê-se num comunicado divulgado na página oficial da Presidência da República.

O comunicado salienta que “para a organização das comemorações é constituída uma Comissão presidida por João Nicolau de Almeida, um dos grandes enólogos do Douro, e que integra ainda o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, a Secretária-Geral da Presidência da República e o Chefe do Protocolo do Estado”.

A Presidência justifica a escolha do Peso da Régua como sede das comemorações referindo que o “Douro, património da Humanidade, foi designado como Capital Europeia do Vinho em 2023”.

“A cidade do Peso da Régua foi a promotora desta iniciativa de âmbito regional, que integra os 19 municípios da CIM Douro, que preveem numerosas iniciativas de promoção da região ao longo do ano”, lê-se na nota.

Em 2020, as comemorações do 10 de Junho já estavam previstas para a África do Sul, em conjunto com a Madeira, mas Marcelo Rebelo de Sousa decidiu cancelá-las devido à evolução da pandemia de covid-19, optando antes por assinalar a data com uma “cerimónia simbólica” no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

A celebração da data na Região Autónoma da Madeira acabou depois por ocorrer em 2021, com um programa intenso, durante três dias, qeu terminou com a cerimónia militar comemorativa do 10 de junho na cidade do Funchal.

Quando assumiu a chefia do Estado, em 2016, Marcelo Rebelo de Sousa lançou, em articulação com o primeiro-ministro, António Costa, e com a participação de ambos, um modelo inédito de duplas comemorações do 10 de Junho, primeiro em Portugal e depois junto de comunidades portuguesas no estrangeiro.

Com este modelo – interrompido em 2020 e 2021 devido à pandemia de covid-19 – o chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas faz dois discursos nesta data, um mais solene, de manhã, numa cerimónia militar em território português, e outro mais emotivo, ao fim do dia, perante emigrantes portugueses e lusodescendentes no estrangeiro – ou, como prefere dizer, no “território espiritual” da nação.

No ano passado, recuperando este modelo, as celebrações do Dia de Portugal decorreram em Braga, e também junto das comunidades portuguesas no Reino Unido, tendo a comissão organizadora sido presidida pelo constitucionalista Jorge Miranda.

Já em 2016 o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas foi celebrado entre Lisboa e Paris, em 2017 entre o Porto e o Brasil, em 2018 entre os Açores e os Estados Unidos da América e em 2019 entre Portalegre e Cabo Verde.

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