Mais de 200 detidos e dezenas de feridos nos protestos no Cazaquistão

Agência Lusa , BMA
5 jan, 10:09

Manifestações levaram a que o presidente do país demitisse o Governo em exercício

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A polícia do Cazaquistão informou esta quarta-feira que foram efetuadas mais de 200 detenções após protestos contra o aumento dos preços do gás terem abalado várias cidades do país da Ásia Central.

Dezenas de oficiais ficaram feridos durante as manifestações, detalhou a polícia.

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Os protestos, incluindo um dispersado com granadas sonoras e gás lacrimogéneo na terça-feira à noite pela polícia em Almaty, levaram a que o presidente do país, Kassym-Jomart Tokayev, demitisse o Governo em exercício.

O vice-primeiro-ministro Alikhan Smailov assumirá o papel de primeiro-ministro em exercício até à formação de um novo gabinete.

O estado de emergência foi também declarado até 19 de Janeiro em várias regiões, incluindo Almaty, a capital económica, onde estará em vigor um recolher obrigatório das 23:00 às 07:00 horas, hora local.

"Mais de 200 pessoas foram detidas por violações da ordem pública", disse o Ministério do Interior numa declaração, acrescentando que 95 polícias foram feridos nos protestos, que são raros no país autoritário e rico em petróleo.

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Os manifestantes bloquearam estradas e trânsito, "perturbando a ordem pública", disse o ministério do Interior.

O movimento começou no domingo, após um aumento do preço do gás natural liquefeito (GNL), na cidade de Janaozen, no oeste do país, antes de se espalhar para a grande cidade regional de Aktau, nas margens do Mar Cáspio, e depois para Almaty.

O Governo tinha inicialmente tentado acalmar os manifestantes, sem sucesso, ao conceder uma redução no preço do GNL, fixando-o em 50 tenge (0,1 euros) por litro na região, em comparação com 120 no início do ano.

A televisão cazaque noticiou na quarta-feira a detenção do diretor de uma fábrica de processamento de gás e de outro funcionário na região de Mangystau, onde se encontra Janaozen.

São acusados de terem "aumentado o preço do gás sem razão", o que "levou a protestos maciços em todo o país", de acordo com esta fonte.

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