Estes são sete dos lugares mais bizarros e assustadores do mundo

CNN
8 nov, 09:00
Na fotografia de capa deste artigo, um visitante explora a Bell Witch Cave [Gruta da Bruxa da Família Bell] em Adams, Tennessee, Estados Unidos da América. Esta gruta foi, supostamente, a casa de uma bruxa malvada (Nicole Hester/The Tennessean/USA Today Network/Imagn Images)

Na fotografia de capa deste artigo, um visitante explora a Bell Witch Cave [Gruta da Bruxa da Família Bell] em Adams, Tennessee, Estados Unidos da América. Esta gruta foi, supostamente, a casa de uma bruxa malvada

O medo é algo que vende. Tenha a sua natureza a carne que tiver, os espíritos dos mortos geram lucros bem verdadeiros quando falamos de turismo.

Os turistas gastam dinheiro nas casas assombradas que surgem a cada outono nos subúrbios, com esqueletos e insufláveis assustadores. Fazem-no em busca de uma experiência emocionante. Mas, em última instância, segura. Os destinos apresentados abaixo na nossa lista têm, contudo, pouco a ver com o tipo de susto que pode comprar nas atrações mais típicas de épocas como o Halloween.

São a verdadeira experiência, pura e dura. Estes locais são genuína e involuntariamente estranhos, macabros e misteriosos.

Ossário de Sedlec – Sedlec, República Checa

 

Crê-se que o Ossário de Sedlec, uma pequena capela católica localizada por baixo da Igreja e Cemitério de Todos os Santos, contenha os esqueletos de 40 mil a 70 mil pessoas (Brandon Marshall/Shutterstock)

O Ossário de Sedlec é uma pequena capela católica romana em Sedlec, na República Checa. Contém os restos mortais de cerca de 40 mil seres humanos, espalhados por todo o interior, em arranjos artísticos.

As mais notáveis criações ​​feitas de ossos humanos são o lustre no centro da sala e, à esquerda, o brasão da família Schwarzenberg, que era aquela com mais ‘sangue azul’ entre a aristocracia boémia.

É impossível não dar largas à imaginação e ponderar sobre que tipo de mente doentia concebeu estes objetos, como um lustre de ossos humanos.

Contudo, o verdadeiro motivo por detrás disto tudo é bastante prosaico: era pura e simplesmente uma questão de poupança de espaço.

Estes ossos foram doados, por livre vontade, por devotos católicos romanos de toda a Europa, que pediam para ali serem sepultados, depois de o Abade de Sedlec ter feito uma peregrinação a Jerusalém em 1278, de onde trouxe terra do local onde Jesus terá sido crucificado.

Havia tantas pessoas a desejarem ser sepultadas nesta terra sagrada que a capela foi transformada num ossário. Os restos mortais dos que estavam ali sepultados foram exumados e reorganizados no século XVI. Foi, assim, uma forma prática e económica, ainda que perturbadora, de utilizar o espaço, que era limitado, como sepultura.

Bell Witch Cave – Tennessee

 

Teria coragem para visitor a gruta de uma bruxa? Esta imponente entrada leva-nos à Bell Witch Cave [Gruta da Bruxa da Família Bell] em Adams, Tennessee (Nicole Hester/The Tennessean/USA Today Network/Imagn Images)

O espírito gótico no sul dos Estados Unidos da América pode ser vivido com uma visita à arrepiante Bell Witch Cave [Gruta da Bruxa da Família Bell], que terá sido a antiga morada de uma malvada bruxa, que terá atormentado a família Bell, no Tennessee, durante o século XIX.

Conta que este espírito malvado envenenou e matou o patriarca John Bell, causando o caos na família, em particular na filha Betsy. Diz-se que a bruxa era, nada mais nada menos, do que uma vizinha vingativa, Kate Batts.

Esta história é uma lenda local no Tennessee. Foi imortalizada em romances e no cinema. Corre o rumor de que o presidente Andrew Jackson visitou a propriedade, mas que terá fugido depois de apanhar um susto.

“Prefiro enfrentar todo o Exército Britânico a ter de passar mais uma noite com a Bruxa da Família Bell”, terá dito.

Se estiver com vontade de caçar fantasmas, pode visitar a cabana de John Bell e explorar a gruta. Quem sabe se a bruxa ainda frequenta esta gruta assustadora…

A Ilha das Bonecas – Lago Teshuilo, México

A cabeça de uma antiga e assustadora boneca pendurada numa estaca na Ilha das Bonecas, em Xochimilco, no México. A macabra Ilha das Bonecas, na Cidade do México, assusta muitas pessoas, mas também fascina visitantes famosos (Yuri Cortez/AFP/Getty Images)

A Isla de las Muñecas, ou Ilha das Bonecas é uma criação tão incrível quanto mórbida, vinda de um homem chamado Don Julian Santana, que viveu sozinho numa ilha durante cerca de 50 anos, até à sua morte, em 2001.

Nesse tempo, acumulou uma coleção impressionante e macabra de bonecas desmembradas e partidas. Pendurou-as em ramos de árvores à volta da ilha, onde permanecem até hoje, como se fossem sacrifícios.

A história parece cruel e perturbadora. Contudo, quando revelado o contexto, mostra-se surpreendentemente amorosa.

Apesar de existirem várias versões da lenda, todas convergem para a ideia de que Don Julian dedicou estas bonecas ao espírito de uma menina que se afogou no canal.

Há mais controvérsia sobre se a menina afogada realmente existiu ou sobre se este homem comunicou com o espírito dela.

Ainda assim, Don Julian só queria dar alguns brinquedos à sua amiga fantasma.

Ilha do Couraçado – Nagasaki, Japão

 

Edifícios em ruínas jazem na Ilha de Hashima, perto de Nagasaki, no Japão, que é agora um destino turístico popular, após ter estado abandonada durante mais de 30 anos (Carl Court/Getty Images)

A Ilha Hashima - também conhecida como Gunkanjima, que significa Ilha do Couraçado, uma vez que a ilha se assemelha a um navio de guerra - é um conjunto de ruínas de betão, com 60 mil metros quadrados, no mar, perto de Nagasaki, no Japão.

Na década de 1950, servia de casa a milhares de trabalhadores das minas de carvão. A Ilha Hashima está abandonada desde 1974, quando as minas de carvão fecharam.

Há sempre algo um pouco sinistro nas ilhas desertas.

O isolamento é uma faca de dois gumes: estar rodeado de mar pode significar uma excelente escapadinha… ou ficar preso sem ter para onde fugir.

Dá mais a sensação de ser o segundo cenário quando se visita a Ilha Hashima. Os edifícios abandonados, bem como os pertences abandonados dos antigos mineiros, fazem com que este local pareça a ilha mais desoladora à face da Terra.

Embora Hashima tenha permanecido totalmente encerrada até 2009, pode agora ser visitada. Foi reconhecida pela UNESCO em 2015.

A ilha serviu também de quartel-general secreto do vilão de James Bond, Raoul Silva, interpretado por Javier Bardem, no filme "Skyfall", de 2012.

Catacumbas – Paris, França

 

Para chegar às Catacumbas, tem de descer 131 degraus. Foi para aqui que foram transferidos os restos mortais de cerca de seis milhões de pessoas, vindos dos cemitérios parisienses sobrelotados, entre o final do século XVIII e 1861 (Dimitar Dilkoff/AFP/Getty Images)

Já imaginou ir ao subsolo de Paris, para deambular pelas Catacumbas, uma rede sinistra de antigos túneis e grutas, repletos de ossos de pessoas falecidas?

Agora pode. É uma das atrações mais assustadoras da capital francesa, que abriga os ossos de quase seis milhões de pessoas. Fica localizada mais abaixo da superfície do que o metro ou o sistema de esgotos.

As Catacumbas foram criadas para dar resposta aos cemitérios sobrelotados do século XVIII.

Todavia, fica o conselho: não se afasta dos percursos turísticos. No verão de 2017, dois adolescentes perderam-se nesta rede subterrânea durante três dias.

Devido à sua popularidade, o local está prestes a sofrer uma grande renovação. Estará fechado durante os próximos meses, reabrindo em 2026.

Ilha de Poveglia – Veneza, Itália

 

A beleza desta ilha italiana, de difícil acesso, pode distraí-lo. Contudo, tem um passado assustador: em tempos, foi uma zona de quarentena para as vítimas da peste (Marco Secchi/Getty Images)

Esta bela ilha é assombrada pelo seu sinistro passado. No final do século XVIII, foi uma zona de quarentena para as vítimas da peste.

Mais tarde, na década de 1920, tornou-se um asilo para pessoas com doença mental.

Pelo que se conta, esta ilha está assombrada pelos espíritos dos doentes do hospital psiquiátrico. Conta a lenda que um médico sádico, atormentado por visões dos doentes que tinha torturado, se atirou do campanário.

Resta o edifício, que é uma estrutura abandonada e enferrujada. Dá arrepios.

Em 2014, quase se transformou num hotel de luxo. Só que o negócio não se concretizou. Assim, permanece como uma macabra recordação do seu terrível passado.

Não é suposto que a ilha seja visitada por alguém, muito menos por turistas. Mas sabe-se que os operadores de barcos em Veneza fazem esta viagem.

A Cratera de Darvaza ou “Porta para o Inferno” – Turquemenistão

 

A teoria mais comum é a de que a cratera se formou em 1971 e que foi incendiada pouco depois para impedir a propagação do gás metano. Continua a arder desde então (Giles Clarke/Getty Images)

Sim, existe mesmo uma cratera no meio do deserto do Turquemenistão, que é um inferno em chamas há mais de 50 anos.

Oficialmente chamado de Cratera de Darvaza, este incrível cenário também é conhecido como “Porta para o Inferno”.

Não há registos rigorosos do que terá acontecido ao certo , o que torna esta gruta em chamas ainda mais intrigante.

Diz-se que se formou em 1971, quando os geólogos soviéticos, que procuravam petróleo, se aperceberam de que tinham encontrado uma caverna de gás natural. Incendiaram-na, para evitar a propagação do gás metano.

É agora um local incrível, no meio de um verdadeiro deserto. Ainda assim, os cientistas dizem que os incêndios estão a começar a dissipar-se, segundo a BBC Wildlife. Tem sido uma verdadeira atração turística, mesmo que o Turquemenistão não seja o local mais fácil de visitar, à custa das rigorosas políticas de vistos.

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