Governo quer aumentar capacidade da central de dessalinização do Algarve

29 nov 2022, 16:43
Unidade portátil de dessalinização criada por investigadores do MIT (Foto: J. Johnsson/Pexels)

Duarte Cordeiro anunciou que o Governo pretende avançar com um Pacto para a Água na região do Algarve e aumentar a capacidade da futura central de dessalinização da região

O Governo quer aumentar a capacidade prevista para a futura central de dessalinização no Algarve. A obra, que está prevista ficar concluída em 2026, integra um pacote de medidas de eficiência hídrica no valor de 200 milhões de euros que o Ministério do Ambiente e da Ação Climática elaborou no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para dar resposta à situação de escassez de água e seca que assola a região.

Durante a sua intervenção, esta terça-feira, na conferência da Ordem dos Economistas dedicada ao futuro da água, que serviu para assinalar o 25.º aniversário da instituição, Duarte Cordeiro relembrou que o Algarve irá inaugurar a primeira dessalinizadora em Portugal Continental e que servirá como complemento ao atual Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água para consumo humano, na região.

A central ainda não saiu do papel, mas já será maior do que o inicialmente previsto. “Tomámos a decisão de aumentar a capacidade [da central dessalinizadora do Algarve] tendo em conta aquilo que têm sido as discussões que temos tido no território”, referiu o ministro durante o discurso, sem avançar com mais detalhes.

Além disto, o Governo prevê formalizar um Pacto para a Água entre todos os atores na região Algarve — entre a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, associações de municípios do Algarve, associações de regantes e utilizadores — desde que ajude a “gerir de forma adequada essas disponibilidades adicionais que estamos a gerar”, explicou o ministro.

O Governo estará disponível para aumentar a capacidade de investimento na eficiência, reutilização de águas residuais e oferta na região do Algarve, disse Duarte Cordeiro, se se verificar que “as disponibilidade hídricas adicionais que acrescentaremos com este investimento, por efeito das alterações climáticas, não respondem de forma satisfatória aos vários setores”.

“Isto tem de ficar claro para que não se utilize de forma indevida a água que não temos”, disse, reforçando que a estratégia no Algarve passará pela “concertação da água para o futuro”.

Será no Algarve que Portugal continental irá inaugurar a primeira central de dessalinização. Prevista para estar concluída em março de 2026, a obra, avaliada em 45 milhões de euros, encontra-se atualmente na fase de desenvolvimento dos estudos necessários, nomeadamente, o estudo de impacte ambiental, para se poder colocar a empreitada a concurso.

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