REVISTA DE IMPRENSA || Cenário repete a tendência de anos anteriores, mas em 2025 agravou-se de forma significativa
A primeira semana de setembro ficou marcada por uma vaga de despedimentos coletivos no têxtil e calçado, com mais de mil trabalhadores a perderem o emprego no Vale do Ave e outros mil em risco devido a processos de insolvência, avança o Jornal de Notícias. O cenário repete a tendência de anos anteriores, mas em 2025 agravou-se de forma significativa.
O maior impacto vem da Polopiqué, que anunciou o fecho de duas unidades em Guimarães e Vizela, despedindo 280 trabalhadores, num processo que pode chegar a 400. Outras empresas encerraram de forma súbita, deixando centenas de funcionários sem salários nem subsídios pagos. Só nos primeiros dez dias de setembro, o tribunal de Guimarães registou 17 novas insolvências, a maioria de pequenas unidades produtivas.
A crise já atinge grandes grupos como a JF Almeida, Tearfil e Somelos, com milhares de trabalhadores, que enfrentam atrasos salariais ou processos judiciais. Autarcas da região exigem medidas excecionais ao Governo, enquanto associações empresariais apontam a concorrência de produtos asiáticos vendidos online como principal ameaça ao setor.