REVISTA DE IMPRENSA | Desigualdade agrava-se em Portugal
Portugal aprofundou as desigualdades nas últimas mais de uma década, com a classe média a perder peso num cenário marcado por baixos salários e elevada carga fiscal, noticia o Jornal de Notícias. Entre 2011 e 2024, a concentração de riqueza intensificou-se, com 1% da população a deter quase um quarto do património nacional.
Em 2024, cerca de 107 mil pessoas concentravam mais de 220 mil milhões de euros, enquanto metade da população dividia pouco mais de 3% da riqueza. No mesmo período, os mais ricos aumentaram significativamente o património, enquanto os mais pobres registaram uma evolução residual.
A fragilidade estende-se aos rendimentos: cerca de 66% dos trabalhadores ganham até mil euros brutos mensais e mais de um milhão acumulam dois empregos para fazer face às despesas.
A classe média surge como uma das mais pressionadas, uma vez que suporta grande parte da carga fiscal, mas enfrenta dificuldades crescentes, com perda de capacidade de poupança e maior recurso a serviços privados, nomeadamente na saúde.
