Desemprego registado baixa 8,3% para "segundo valor mais baixo de sempre" em fevereiro

Agência Lusa , MJC
20 mar, 12:08
IEFP

Entre janeiro e dezembro, registou-se uma descida de 6.442 pessoas inscritas, representando um decréscimo de 2%, refere a tutela com base em números do Instituto do Emprego e Formação Profissional

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego baixou 8,3% (-28.619) em fevereiro em termos homólogos, para 315.645, o “segundo mais baixo de sempre” neste mês, destacou esta segunda-feira o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Em cadeia, entre janeiro e dezembro, registou-se uma descida de 6.442 pessoas, representando um decréscimo de 2%, refere a tutela com base em números do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Segundo acrescenta, o desemprego jovem registado “foi igualmente o segundo valor mais baixo, nesse mês, desde que há registo, com uma diminuição de -4,5% (-1.660 jovens) face a fevereiro de 2022 e uma descida em cadeia de -1,5%”.

“Em fevereiro havia 34.854 jovens em situação de desemprego e a percentagem do desemprego jovem face à do desemprego total foi de 11%”, detalha.

Segundo o IEFP, o total de 315.645 desempregados registados em fevereiro nos serviços de emprego do continente e regiões autónomas representa 66,3% de um total de 475.944 pedidos de emprego.

Em fevereiro, 120.873 desempregados (38,3% do total) estavam nesta situação há mais de um ano (desemprego de longa duração), menos 2,4% do que em janeiro (-2.991 pessoas) e 28,5% abaixo de fevereiro de 2022 (-48.150 pessoas).

Já os inscritos há menos de um ano totalizavam 194.772 (61,7% do total), tendo-se observado um recuo em cadeia de 1,7% (-3.450) e uma subida homóloga de 11,1% (+19.531).

Em fevereiro, os subsetores que mais contribuíram para a diminuição do desemprego, face a janeiro, foram o “alojamento, restauração e similares” (-5,4%) e as “atividades financeiras e seguros” (-4,8%).

Ao longo de fevereiro, inscreveram-se nos serviços de emprego de todo o país 41.952 desempregados, um número superior ao observado no mesmo mês de 2022 (+5.150 +14,0%) e inferior em relação a janeiro (-13.889; -24,9%).

De acordo com o instituto, “para a diminuição do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2022, na variação absoluta, contribuíram “com destaque” os grupos com idade igual ou superior a 25 anos (-26.959), os que procuram novo emprego (-26.320) e os inscritos há 12 meses ou mais (-48.150)”.

A nível regional, no mês de fevereiro, o desemprego registado no país diminuiu, em termos homólogos, em todas as regiões com exceção do Alentejo (+7,3%), destacando-se as regiões autónomas da Madeira (-32,1%), dos Açores (-12,4%), do Algarve (-10,7%) e de Lisboa e Vale do Tejo (-10,2%)

Já em relação ao mês anterior, todas as regiões apresentaram decréscimos no desemprego, sendo a maior variação na região do Algarve (-9,5%).

A nível setorial, registaram-se descidas homólogas do desemprego em todas as atividades económicas, com exceção do setor "agrícola" e da "fabricação de outros produtos minerais não metálicos". As variações mais significativas verificaram-se, por ordem decrescente, nas "outras atividades de serviços" (-17,3%), "indústria do couro e dos produtos do couro" (-15,7%) e "atividades financeiras e de seguros"(-14,8%).

Os grupos profissionais mais representativos dos desempregados registados no continente eram em fevereiro os “trabalhadores não qualificados” (27,1%), “trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção de segurança e vendedores” (20,9%), “pessoal administrativo” (11,7%) e “especialistas das atividades intelectuais e científicas” (10,0%).

Quanto às ofertas de emprego por satisfazer, no final de fevereiro totalizavam 13.937 nos serviços de emprego de todo o país, número que corresponde a uma diminuição anual (-3.894; -22,5%) e a um aumento face ao mês anterior (+1.073; +8,7%) das ofertas em ficheiro.

Já as ofertas de emprego recebidas em fevereiro totalizaram 9.979 em todo o país, um número inferior em 1.263 às recebidas no mês homólogo (-11,2%) e em 994 às do mês anterior (-9,1%).

As atividades económicas com maior expressão nas ofertas de emprego recebidas ao longo deste mês (sendo que neste caso o IEFP considera apenas os dados relativos ao continente) foram as “atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio” (20,6%), o "alojamento, restauração e similares" (13,8%) e o "comércio por grosso e a retalho" (11,4%).

As colocações realizadas durante o mês de fevereiro totalizaram 6.539 em todo o país, um número superior ao verificado em igual período de 2022 (+46; +0,7%) e inferior ao mês anterior (-986; -13,1%).

A análise das colocações efetuadas, por grupos de profissões (dados do continente), mostra uma maior concentração nos “trabalhadores não qualificados” (28,6%), nos "trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores" (19,1%) e nos "trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices" (11,8%).

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