Governo avançou com uma série de simulações para mostrar qual será o impacto da descida do IRS que propõe e que ainda terá de ser aprovada no Parlamento. Consultora ILYA também fez simulações que confirmam descida do imposto
O Governo já entregou na Assembleia da República a sua proposta para redução do IRS que permitirá uma descida de 500 milhões de euros de imposto a pagar ao Estado ainda este ano.
De acordo com as contas do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, com esta mudança, um trabalhador solteiro e sem dependentes consegue alcançar, dependendo do seu rendimento, uma poupança que varia entre os 37 e os 207 euros face ao regime atualmente em vigor. Já um casal com dois filhos, em que ambos ganhem 2000 euros brutos, a diferença poderá chegar aos 248 euros.
Também a consultora ILYA fez contas à proposta do Executivo e concluiu que, dependendo dos casos, a descida do IRS pode significar poupança entre 124€ e 712€ anuais.
Mas para que esta poupança chegue aos bolsos dos contribuintes, ainda há um longo caminho a percorrer.
Primeiro, é preciso que a proposta seja aprovada na Assembleia da República e, para que tal aconteça, ou Chega ou PS terão de viabilizar a proposta. Depois de aprovada, a descida de IRS ainda terá de ser promulgada pelo Presidente da República e, depois, publicada em Diário da República.
Após estes passos, o Governo poderá, então, publicar novas tabelas de retenção na fonte de forma a que as empresas possam descontar nos salários dos trabalhadores o respetivo imposto com base nas novas regras.
Segundo noticia o Expresso esta sexta-feira, o Governo quer que os impactos desta medida se sintam já no verão e, para isso, vai tentar que a redução entre em vigor no início de agosto, com o intuito de aumentar o consumo durante as férias e travar o abrandamento da economia.
Independentemente de saber se as novas tabelas vão estar, ou não, prontas a tempo de serem aplicadas aos salários de agosto, o Governo já fez saber que, à semelhança do que aconteceu em 2024, no primeiro mês de aplicação das novas tabelas irá compensar os contribuintes pelos descontos que fizeram em excesso desde janeiro, tendo em conta que esta descida do IRS pressupunha descontos mais baixos. Ou seja, no primeiro mês de aplicação, a descida de imposto será mais substancial do que nos meses seguintes
Para já, são estas as simulações com que o Executivo de Luís Montenegro conta.
A proposta de descida do IRS vai implicar uma redução de 0,5 pp do 1.º ao 3.º escalões; uma redução de 0,6 pp do 4.º ao 6.º escalões e uma redução de 0,4 pp do 7.º ao 8.º escalões
Esta quinta-feira, a consultora ILYA, com base na proposta do Governo, também publicou estas quatro simulações