Sporting-Benfica, 1-0 (destaques das águias)

David Marques , Estádio José Alvalade, Lisboa
29 dez 2024, 23:01
Kökcü no Sporting-Benfica (MIGUEL A. LOPES/Lusa)

Kökcü melhor... mais atrás

A FIGURA: Kökcü

Teve uma primeira parte, à semelhança de quase toda a equipa de Bruno Lage, muito apagada, mas ainda foi dele o único esboço de ameaça dos visitantes, num livre batido em jeito que Franco Israel travou junto ao poste direito. Melhorou na etapa complementar, curiosamente a jogar no lugar mais recuado do meio-campo, mas de onde teve espaço e tempo para tomar boas decisões.

 

NEGATIVO: primeira parte do Benfica

Jogadores em subrendimento (tantos!) e outros perdidos em campo, como foi o caso de Florentino. Houve muito mérito do Sporting na primeira parte, mas também muito demérito dos encarnados, que tardaram em perceber como travar a dinâmica da equipa de Rui Borges. Lage ainda chamou meia-equipa à linha numa paragem do jogo, mas no minuto seguinte Geny Catamo inaugurou o marcador numa jogada que deu corpo à vantagem leonina e que mostrou, também, a Tomás Araújo como nunca se deve marcar Gyökeres. As águias entregaram a primeira parte do dérbi e isso acabou por ser-lhes fatal.

 

OUTROS DESTAQUES

Leandro Barreiro: rendeu Florentino logo no início da segunda parte, mas não ocupou o lugar do médio português. Subiu para o lugar de Kökcü, que baixou para assumir a missão de playmaker. O crescimento do Benfica na segunda parte esteve intimamente ligado à entrada do internacional luxemburguês. As águias estiveram mais confortáveis com bola e pressionaram de forma mais eficaz, impedindo que o Sporting saísse com o conforto da primeira parte e, também, que Hjulmand e Morita fossem donos do meio-campo.

Trubin: segurou o Benfica durante a primeira parte sôfrega da equipa de Bruno Lage. Nada podia fazer no golo de Geny Catamo, mas encheu a baliza numa primeira ameaça de Geovany Quenda e, já depois do 1-0, num tiro de Gyökeres de meia-distância. Na segunda parte teve pouco trabalho, mas segurou o dérbi aos 88 minutos numa transição de Gyökeres.

Di María: esteve longe de fazer o dérbi da vida dele. Passou, aliás, muito tempo ao lado do jogo, mas cresceu na segunda parte após a saída de Aktürkoglu, altura em que jogou mais solto no ataque e a descair muitas vezes para o lado esquerdo.

Amdouni: andava a bater à porta do onze e, depois do bis ao Estoril na jornada anterior, Bruno Lage deu-lhe a titularidade no dérbi, no lugar de Pavlidis. Na primeira parte tentou um passe numa jogada em que devia ter optado pelo remate e pouco depois da hora de jogo desperdiçou uma soberana ocasião para empatar. Apareceu várias vezes nos sítios certos, mas faltou-lhe, quase sempre, definir melhor.

Sporting

Mais Sporting