Informado em todas as frentes, sem interrupções?
TORNE-SE PREMIUM

Sporting-Benfica, 1-0 (destaques dos leões)

David Marques , Estádio José Alvalade, Lisboa
29 dez 2024, 22:44
Sporting-Benfica (FOTO: Filipe Amorim/LUSA)

Um caso de estudo, Catamo!

A FIGURA: Geny Catamo

Há pouco mais de seis meses ficou ligado à decisão da Liga, quando bisou na vitória do Sporting sobre o Benfica no dérbi da segunda volta. Neste domingo jogou numa posição mais adiantada do terreno, mais livre de tarefas defensivas e quase sempre mais próximo da grande-área contrária. Começou por rematar à malha lateral aos 5 minutos, deu muito trabalho a Álvaro Carreras e inaugurou o marcador perto da meia-hora. Podia ter aplicado a sentença final no dérbi numa transição já nos minutos finais, mas foi egoísta. Tem qualquer coisas de platónico com o Benfica. Só não lhe chamem paixão.

 

O MOMENTO: o golo que definiu o dérbi. MINUTO 29

O Sporting mandava no jogo e o golo de Geny Catamo traduziu essa superioridade e deu justiça ao que se via em Alvalade praticamente desde o primeiro minuto de jogo. O Benfica reagiu na segunda parte mais, com maiores ou menores dificuldades, a equipa de Rui Borges segurou o ímpeto da equipa adversária e soube fazer render o golo que definiu o dérbi eterno e permitiu ao leão voltar a ocupar o trono da Liga no último jogo de 2024.

 

OUTROS DESTAQUES

Trincão: cúmplice de Gyökeres na frente de ataque, foi inteligentíssimo na ocupação de espaços. Na primeira parte foi um dos principais desequilibradores com bola da equipa de Rui Borges. Foi ele que serviu Quenda para a primeira grande ocasião de golo do jogo, foi rematador e auxiliou Gyökeres de forma preciosa na pressão à saída de bola do Benfica. Na entrega dos Prémios Stromp, Frederico Varandas disse que o 17 dos leões estava «morto» pelo elevado número de jogos sucessivos nas pernas. Neste domingo, Francisco Trincão voltou a parecer ter a leveza de há mês e meio, aquando da saída de Ruben Amorim, mas só na primeira parte.

Gyökeres: incansável e dinâmico no ataque, deu todo o tipo de soluções aos companheiros. Ora a baixar para tabelar, ora a esticar o jogo para fazer aquilo em que é mais forte. Descaiu preferencialmente para a esquerda e assistiu Geny Catamo para o 1-0 do Sporting. Antes já o tinha tentado. Ainda na primeira parte disparou uma bomba para defesa difícil de Trubin e aos 88 minutos quase acabou com o dérbi numa transição poderosa. As alterações de Rui Borges estancaram a quebra física, deram mais energia aos leões e o sueco também beneficiou com isso após longos minutos em que a equipa da casa foi quase inexistente no plano ofensivo.

Hjulmand: foi um dos principais responsáveis pelo sufoco do leão à águia na primeira parte, pela forma como impediu, juntamente com Morita, que o adversário construísse, mas também pelo critério que revelou com bola, decidindo quase sempre bem. Na segunda parte foi um dos principais esteios defensivos nos momentos mais difíceis.

Eduardo Quaresma: foi lateral-direito, completou a defesa a três e até teve momentos em que espalhou o pânico com arrancadas pelo corredor. Venceu duelos, ganhou bolas em antecipação e teve sucesso nos dribles. Com tanta correria, acabou por quebrar fisicamente por volta da hora de jogo, mas nunca se entregou. Saiu aos 73 minutos com cãibras após uma última batalha: uma disputa de bola com Álvaro Carreras.

Diomande: começou o jogo com um remate à malha lateral. Defensivamente, esteve quase sempre irrepreensível, no sentido posicional que lhe permitiu antecipar várias intenções do ataque do Benfica. Quando falhou, como aconteceu uma vez pouco depois da hora de jogo, recuperou a seguir quando Amdouni se preparava para atirar à baliza de Franco Israel.

Informação em todas as frentes, sem distrações? Navegue sem anúncios e aceda a benefícios exclusivos.
TORNE-SE PREMIUM

Liga

Mais Liga