Benfica-Sporting, 1-3 (destaques das águias)

David Marques , Estádio da Luz, Lisboa
3 dez 2021, 23:47
Jorge Jesus no fim do Benfica-Sporting (Lusa)
Jorge Jesus no fim do Benfica-Sporting (Lusa)

Yaremchuk foi o menos mau em noite para esquecer de Almeida

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A FIGURA: Yaremchuk

Jorge Jesus deixou o ucraniano no banco, mas a incapacidade que o Benfica teve para incomodar o Sporting nos 45 minutos iniciais levou Jorge Jesus a lançá-lo em jogo logo no regresso dos balneários. Curiosamente, Yaremchuk não foi um homem de área e talvez por isso tenha sido mais difícil controlá-lo nas investidas pela meia direita do ataque das águias. Mexeu com o jogo como ninguém na equipa encarnada e ainda assistiu Darwin para aquele que seria o 3-1, mas foi-lhe descortinado um fora de jogo milimétrico.

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NEGATIVO: André Almeida

Noite para esquecer para o capitão do Benfica, que esteve ligado aos três golos do Sporting. Foi negligente no controlo da movimentação de Sarabia no 1-0 dos leões, pôs em jogo Paulinho no 2-0 e foi batido por Matheus Nunes no terceiro. Ainda que, pela abnegação habitual, consiga cumprir às vezes quando joga adaptado, ficou evidente que não está à altura de Lucas Veríssimo. Nem perto disso!

 

OUTROS DESTAQUES:

João Mário: o jogo ia com seis minutos e o médio do Benfica já tinha sofrido três faltas. Isso colocou bem evidente a missão que os jogadores do Sporting traziam para a Luz. Evitar que o ex-leão tivesse tempo para pensar o jogo. Foram bem-sucedidos, mas o 20 do Benfica nunca se deu por vencido. Bateu o canto do qual nasceu o cabeceamento de Darwin à barra ainda com 1-0 para o Sporting no marcador e pouco antes do 2-0 teve uma boa oportunidade no coração da área dos leões. Não fez um grande jogo (longe disso!) mas no meio do caos absoluto foi dos poucos de saiu de cena com nota positiva.

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Darwin: ser um soldado incansável é importante no futebol, mas não é tudo. E o avançado uruguaio oscila facilmente entre a genialidade e a péssima definição de lances. Na primeira parte esteve demasiado sozinho na frente e só apareceu a sério numa arrancada pela direita a escapar a Gonçalo Inácio, mas na etapa complementar cresceu com a entrada de Yaremchuk. Acertou uma vez na barra e introduziu a bola na baliza de Adán num lance anulado por fora de jogo do ucraniano.

Pizzi: entrou aos 85 e marcou belo golo de meia distância já em tempo de compensação. Fez o que mais ninguém conseguiu (a valer) na equipa de Jorge Jesus. Só por isso merece estar neste destaque.

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