A passagem da depressão Kristin pelo território português na quarta-feira deixou um rasto de destruição
Soure, em Coimbra, registou uma rajada de vento superior a 200 km/h, na sequência da passagem da depressão Kristin pela região Centro do país. De acordo com informação no site do IPMA, a rajada foi de 208,8 km/h, superior à rajada de 178 km/h registada na Base Aérea de Monte Real, localizada no litoral, ao nível do mar.
No entanto, explica o IPMA, "o valor foi registado numa estação da Comunidade Intermunicipal de Coimbra (CIM), instalada a 524 metros de altitude" onde, normalmente, o vento é sentido com mais intensidade, carecendo ainda de "validação oficial".
"Os valores máximos das rajadas, registados na rede do IPMA, foram da ordem de 150 km/h, sendo que o valor de 176-178 km/h difundidos foram registados numa estação da Força Aérea, na Base Aérea de Monte Real, Leiria, com caraterísticas técnicas iguais às que são usadas pelo IPMA e que estão de acordo com as normas da Organização Meteorológica Mundial. O valor de 209 km/h em Soure, foi registado numa estação da Comunidade Intermunicipal de Coimbra (CIM), instalada a 524 metros de altitude. Esta é uma cota onde em regra a intensidade do vento é significativamente superior à de cotas mais baixas, onde foram registados os valores de 150 e 176-178 km/h", esclarece o IPMA em resposta à CNN Portugal.
A passagem da depressão Kristin pelo território português na quarta-feira deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.