Comunicações: serviço da Vodafone ainda muito degradado em três concelhos, Meo com situação crítica noutros cinco

Agência Lusa , AG
2 fev, 18:42
Efeitos da passagem da depressão Kristin por Ourém (Lusa/ Miguel A. Lopes)

Restabelecimento continua a ser feito em várias localidades do país

A Vodafone reativou a rede móvel nos 58 concelhos inicialmente afetados pelo mau tempo, mas em Oleiros, Ferreira do Zêzere e Vila do Rei o serviço mantém um grau de degradação elevado, sintetizou esta segunda-feira à Lusa fonte oficial.

"Na sequência destes esforços (que incluem soluções de emergência para cobertura de locais estratégicos), já foi possível reativar a rede móvel em todos os 58 concelhos inicialmente afetados, ainda que, em alguns casos, de forma parcial e sujeita a instabilidade. Em três desses concelhos - Oleiros, Ferreira do Zêzere e Vila de Rei - o serviço ainda apresenta um grau de degradação elevado", ilustrou a mesma fonte.

A Vodafone Portugal asseverou que "continua empenhada na total recuperação dos seus serviços interrompidos pela depressão Kristin" e que todas as suas equipas técnicas e de parceiros "estão envolvidas nessa reposição, pese embora as dificuldades no terreno".

Fonte oficial da operadora acrescentou que continua a ser feito o restabelecimento do serviço fixo nas zonas afetadas, "muito dependente, por exemplo, da reparação de cortes de fibra".

Todos estes "são trabalhos muito exigentes e com algum grau de incerteza, pois dependem de múltiplos fatores - não só do acesso e recuperação das estruturas destruídas, como da disponibilidade e consistência do fornecimento de energia elétrica", apontou.

A Vodafone "renova a garantia do seu empenho na rápida reposição dos seus serviços, manifestando a sua solidariedade com todos os afetados e agradecendo a compreensão e confiança dos seus clientes".

Meo com situação crítica em cinco concelhos

Quanto à Meo, indicou também esta segunda-feira que as situações mais críticas verificam-se nos concelhos de Leiria, Pombal, Alcobaça, Marinha Grande e Ourém, sem previsão de reposição, mas todas as sedes de concelho têm cobertura móvel no centro da cidade.

Apesar das condições meteorológicas continuarem adversas e com desafios operacionais significativos, a Meo "mantém 1.500 técnicos no terreno, em estreita colaboração com as autoridades, autarquias e proteção civil, trabalhando de forma incansável para repor as comunicações e garantir a segurança das operações", referiu fonte oficial da operadora.

A evolução, acrescentou, "tem sido positiva, com um aumento expressivo de serviços repostos nas últimas horas".

Contudo, "neste momento, as situações mais críticas continuam a verificar-se nos concelhos de Leiria, Pombal, Alcobaça, Marinha Grande e Ourém, onde ainda não é possível avançar com uma previsão de reposição, uma vez que esta depende das condições do terreno, da meteorologia e da reposição de energia elétrica".

Apesar das dificuldades registadas, "todas as sedes de concelho referidas mantêm cobertura móvel no centro da cidade, permitindo o acesso a serviços fundamentais", asseverou a mesma fonte.

Para acelerar os trabalhos de recuperação e resposta às populações afetadas, a operadora "tem vindo a mobilizar meios alternativos de emergência, como geradores, unidades transportáveis de rede móvel nos pontos mais críticos, feixes hertesianos e a VOIR – Viatura de Operações de Intervenção Rápida, que se encontra neste momento no concelho de Ourém".

Além disso, a Meo "disponibilizou dados móveis ilimitados durante 30 dias nos concelhos mais atingidos, facilitando o contacto com familiares, serviços de emergência e entidades de apoio", acrescentou fonte oficial, sublinhando que "esta medida contribui para mitigar o impacto da situação e reforçar a segurança das comunidades enquanto decorrem os trabalhos de recuperação".

A somar, a Meo "vai garantir o acesso gratuito ao serviço MEO Go Multi, permitindo que as populações afetadas continuem a acompanhar toda a informação atualizada, mesmo em zonas com limitações operacionais", referiu a mesma fonte.

Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo: a Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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