Depressão Kristin desloca-se a 110 km/h e vai atingir Portugal entre a Figueira da Foz e Vila do Conde

27 jan, 15:22
Mau tempo (José Coelho/Lusa)

Não é possível, neste momento, precisar o local exato de entrada da depressão em terra, devido a "incerteza considerável", apenas o estimado, mas sabe-se que vai ser entre as 03:00 e as 06:00 da manhã.

A depressão Kristin, que colocou seis distritos sob aviso vermelho devido a ventos que podem chegar aos 160 km/h, vai atingir Portugal continental esta madrugada, com o ponto de impacto "algures entre a Figueira da Foz e Vila do Conde", de acordo com a mais recente atualização do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Não é possível, neste momento, precisar o local exato de entrada da depressão em terra, devido a "incerteza considerável", apenas o estimado, mas sabe-se que vai ser entre as 03:00 e as 06:00 da manhã.

A depressão, que "deverá ter um cavamento explosivo", está a deslocar-se rapidamente para a costa ocidental de Portugal continental, "com uma velocidade estimada de 110 km/h" e um "sistema frontal associado".

"Devido à pressão muito baixa no centro desta depressão quando atingir a costa de Portugal continental, prevê-se um forte impacto do vento, de uma forma geral sobre a costa ocidental e terras altas de Portugal continental, com rajadas entre 100 e 120 km/h, mas que localmente poderão superar 140/160 km/h, embora a incerteza no local onde a depressão entra em terra, se traduza na incerteza do local ou locais onde o impacto é maior, tal significando que tanto poderá ocorrer um impacto de grande intensidade em determinadas áreas ou, no limite oposto, um impacto menor nessas mesmas áreas", explica o IPMA.

Além do vento forte, também a chuva o será "até ao início da manhã na generalidade do território" - que passa a neve acima de 600/800 metros de altitude, subindo gradualmente a cota para os 1200/1400 metros a partir do meio da manhã.

O estado do tempo melhora consideravelmente "a partir do início da manhã de dia 28". "Na sua progressão para leste, já deverá ter atravessado todo o território, pelo que está prevista uma melhoria significativa das condições meteorológicas", antevê o IPMA.

Quanto à agitação marítima, "continuará a ser forte, devido à corrente perturbada de oeste", com ondas de 5,5 a 8 metros até sexta-feira, ondas essas que podem atingir 14 metros.

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