PS quer salário mínimo nos 1.110 euros em 2029 e reduzir semana de trabalho

Agência Lusa , SM
5 abr 2025, 17:56
Apresentação do programa eleitoral do PS. (Imagem: Lusa/Tiago Petinga)
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O Partido Socialista propõe aumentos anuais do salário mínimo de pelo menos 60 euros até 2029 e uma redução faseada da semana de trabalho para 37,5 horas, inseridos num pacote laboral que inclui ainda apoios à parentalidade e à infância.

O PS quer um aumento anual do salário mínimo nacional em pelo menos 60 euros por ano, para atingir os 1.110 euros em 2029, e reduzir, de forma faseada, a semana de trabalho para 37,5 horas.

No programa eleitoral do PS às legislativas de 18 de maio, apresentado este sábado em Lisboa, o partido diz querer “celebrar um novo acordo para valorização dos salários em sede de concertação social, com metas mais ambiciosas na trajetória do salário mínimo nacional e do salário médio”.

O PS quer em particular “aumentar o salário mínimo em pelo menos 60 euros por ano, atingindo um aumento de, no mínimo, 240 euros para 1.110 em 2029”, correspondendo ao ano em que terminaria a legislatura.

Já relativamente ao salário médio, o partido propõe um aumento “em pelo menos 5% ao ano, atingindo pelo menos os 2.000 euros em 2029”.

Ainda no setor laboral, o PS promete também “propor e discutir em sede de concertação social um pacote de medidas para promover a conciliação e apoiar a parentalidade”.

Entre essas medidas, consta “reduzir, de forma faseada, a semana de trabalho de 40 para 37,5 horas para todos os trabalhadores, em moldes e condições a discutir com os parceiros sociais e considerando a evolução da situação económica e a avaliação de impacto em diferentes setores”.

Na área da parentalidade, e com o intuito de “aumentar o rendimento disponível das famílias”, o PS quer “reforçar os apoios sociais à infância”.

“Desde logo com um aumento do valor do abono de família para as crianças dos três aos seis anos, a concretizar com dois aumentos de 25% – um em 2026 e outro em 2028 – de modo a reduzir desequilíbrios nos níveis de proteção entre os primeiros anos de vida e os seguintes”, refere-se.

A estas medidas, acresce ainda a criação de um “programa pé-de-meia” para que todas as crianças nascidas a partir do início deste ano recebam 500 euros em certificados de aforro, uma medida que já tinha sido anunciada pelo partido.

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