Legislativas: PCP marca hoje “grande arranque” da campanha com encontro nacional em Lisboa

Agência Lusa , DCT
13 jan, 08:16
Paulo Raimundo (Lusa/Miguel A. Lopes)

Esta será a primeira sessão pública que contará com intervenções de Paulo Raimundo e Jerónimo de Sousa desde que o ex-secretário-geral do PCP deixou a liderança do partido, em novembro de 2022.

O PCP organiza este sábado um Encontro Nacional em Lisboa para marcar o “grande arranque” da campanha eleitoral, estando previstos discursos do líder do partido, Paulo Raimundo, e de vários dirigentes, entre os quais o ex-secretário-geral Jerónimo de Sousa.

O Encontro Nacional do PCP decorre no Fórum Lisboa entre as 10:30 e as 17:00 e, segundo o partido, vai servir para preparar os três desafios eleitorais de 2024: as eleições regionais dos Açores, em fevereiro, as legislativas de março e as europeias de junho.

O encontro ocorre depois de, no último mês, a CDU ter anunciado todos os cabeças de lista que irão concorrer às legislativas, e que incluem o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo (por Lisboa), os deputados Alfredo Maia (Porto), Paula Santos (Setúbal), João Dias (Beja) e Alma Rivera (Évora), e o ex-autarca de Loures Bernardino Soares (Santarém).

Para este sábado estão previstas intervenções de todos os cabeças de lista pelos círculos eleitorais do continente - com a exceção do candidato de Coimbra, cuja presença ainda não está confirmada -, e um discurso, pelas 15:30, do ex-secretário-geral do PCP Jerónimo de Sousa.

Às 17:00, está também prevista uma intervenção do ex-líder parlamentar João Oliveira - que foi anunciado como cabeça de lista da CDU para as eleições europeias de junho -, ficando o encerramento a cargo do secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo.

Esta será a primeira sessão pública que contará com intervenções de Paulo Raimundo e Jerónimo de Sousa desde que o ex-secretário-geral do PCP deixou a liderança do partido, em novembro de 2022.

Nas últimas semanas, Paulo Raimundo tem apelado ao reforço do PCP e da CDU nas legislativas antecipadas de 10 de março, recusando “antecipar cenários” quanto a um eventual entendimento à esquerda após as eleições.

“Aquilo que abrirá um caminho novo a partir do dia 10 de março é a força do PCP e da CDU, porque as pessoas já perceberam que, independentemente daquilo que são hoje as promessas, as intenções, as proclamações, o que faz a diferença na vida delas é o reforço do PCP e da CDU”, afirmou numa iniciativa na passada sexta-feira na Cova da Moura, em Lisboa.

Paulo Raimundo tem também pedido que os eleitores não se deixem influenciar pelas sondagens, argumentando que, nas eleições regionais da Madeira, em setembro, os estudos de opinião tinham antecipado que a CDU não ia conseguir eleger qualquer deputado e afinal “teve mais votos e mais percentagem”.

Na última reunião do Comité Central do PCP, que decorreu em novembro, Paulo Raimundo salientou que o Encontro Nacional de hoje iria servir para “fazer um ponto de situação”, afinar “conteúdos e linhas de orientação” e “dar um grande arranque do ponto de vista da campanha eleitoral”.

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