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“O voto na estabilidade é o voto na Aliança Democrática (AD), não é o voto nos ataques e nas insinuações”

Agência Lusa , PP
30 mai, 14:00
Sebastião Bugalho (LUSA)

Sebastião Bugalho, candidato da AD às Europeias comentava aos jornalistas a preocupação manifestada quarta-feira, em Santa Maria da Feira, pelo Presidente da Republica

O candidato da AD às eleições europeias, Sebastião Bugalho, defendeu hoje que um voto na lista que encabeça, no próximo dia 9, contribuirá para a estabilidade política do país.

“O voto na estabilidade é o voto na Aliança Democrática (AD), não é o voto nos ataques e nas insinuações”, afirmou Sebastião Bugalho, durante uma ação de campanha na praia da Cova Gala, na Figueira da Foz.

O candidato da AD comentava aos jornalistas a preocupação manifestada quarta-feira, em Santa Maria da Feira, pelo Presidente da Republica, que alertou para a importância de garantir a viabilização do próximo Orçamento do Estado para manter o equilíbrio das contas públicas e apelou ao diálogo entre o Governo e a oposição.

“Partilho das preocupações do senhor Presidente da República em relação à estabilidade política, mas isso tem sido uma preocupação constante desde o início do seu mandato”, acrescentou Sebastião Bugalho.

Segundo o candidato às europeias, “o povo português é convidado a sinalizar esse voto na estabilidade política, esse voto em não voltar para trás”, nas eleições do próximo dia 09.

Santana diz que “não há razões para castigar” AD

O antigo líder do PSD Pedro Santana Lopes defendeu também esta quinta-feira que “não há razões para castigar” a AD nas próximas eleições europeias e elogiou a campanha de Sebastião Bugalho, dizendo que o futuro político dele “está escrito”.

Numa visita à Praia da Cova Gala, na Figueira da Foz, o cabeça de lista da Aliança Democrática (coligação PSD, CDS-PP e PPM) recebeu o apoio público e um grande abraço do presidente da Câmara e antigo primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes.

“Estou aqui por todos, mas especialmente por ti, faz-me lembrar a minha campanha, tinha 31 anos quando fiz campanha para o Parlamento Europeu”, disse, recordando que foi cabeça de lista pelo PSD às primeiras europeias realizadas em Portugal, em 1987, que venceu.

Questionado se será mais difícil à AD as europeias de 9 de junho, Santana Lopes admitiu que “deveria ser”, uma vez que os eleitores tendem a penalizar os partidos de Governo nestes sufrágios.

“Mas aqui acho que não há razões para castigar e a diferença está na campanha que o Sebastião Bugalho está a fazer, pela solidez, pela correção da postura. O salto de comentador para ator político não era fácil”, acrescentou.

Sobre o estatuto de independentes de ambos, o autarca da Figueira da Foz foi questionado se poderão passar ambos a militantes do PSD em breve: “Nunca pensei combinar isso com ele”, disse, com Sebastião Bugalho a responder que têm de almoçar primeiro.

Já se acredita no futuro político do candidato da AD, Santana Lopes deixou a sua convicção: “Não é preciso acreditar, basta a proteção do altíssimo para isso vir a acontecer, é preciso é saúde, o resto já está escrito”.

Santana foi ainda questionado se o facto de Sebastião Bugalho não ter ainda 35 anos quando se realizarem as próximas presidenciais – idade mínima para ser candidato – o deixa mais descansado, mas contrariou dizendo que até fica “mais preocupado”.

"Era a certeza que teríamos um bom Presidente da República", disse.

O antigo primeiro-ministro mostrou-se mais pessimista sobre o futuro da União Europeia, dizendo esperar que o próximo mandato dos eurodeputados a eleger em 09 de junho “não seja o último” nos atuais moldes da Europa.

“A Europa normalmente vive ciclos de 50 anos [de paz], já ultrapassámos. A Europa continuará, Portugal continuará, se será a mesma Europa quando acabar este mandato…”, alertou, dizendo que o mundo vive um clima de pré-guerra e admitindo que o projeto europeu pode estar em causa.

Questionado sobre este apoio, Sebastião Bugalho disse tê-lo recebido “com grande alegria e sobretudo de gratidão”.

“Eu como independente também sinto particular alegria de ver um independente presidente de Câmara, que foi primeiro-ministro e eurodeputado a dar apoio”, afirmou.

Na iniciativa participaram também as candidatas ao Parlamento Europeu Lídia Pereira – a única atual eurodeputada e coordenadora do programa – e Ana Miguel Pedro, indicada pelo CDS-PP.

O autarca da Figueira da Foz explicou a Sebastião Bugalho os principais projetos previstos na cidade para combater a erosão costeira e de instalação de eólicas ‘offshore’.

“Este investimento é muito importante para a região toda, a região Centro é a mais esquecida do país”, considerou Santana Lopes, recebendo de Bugalho a indicação de que a coordenadora do programa da AD é precisamente desta zona do país.

Os dois conversaram sobre ferrovia e Sebastião Bugalho aproveitou para criticar o PS por não ter “uma linha” sobre este tema no seu programa ao Parlamento Europeu.

“Isso é estranho porque com o ministro das Infraestruturas Pedro Nuno Santos [atual líder do PS] trabalhei bem na questão da ferrovia”, contrapôs Pedro Santana Lopes.

Em Portugal, as eleições europeias realizam-se em 09 de junho e serão disputadas por 17 partidos e coligações: AD, PS, Chega, IL, BE, CDU, Livre, PAN, ADN, MAS, Ergue-te, Nova Direita, Volt Portugal, RIR, Nós Cidadãos, MPT e PTP. Serão eleitos 21 deputados.

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