Ex-adjunto de Duarte Cordeiro detido após agredir polícia no Porto

12 mar, 08:11
PSP (Foto: Facebook PSP)

"Tudo se precipitou quando fomos abordados pela PSP e eu disse ao meu companheiro: "tem calma, meu amor"", conta Daniel Soares, um dos dois detidos pela PSP do Porto, em declarações ao JN sobre a sua versão dos factos. O jurista afirma que o conhecimento da sua homossexualidade por parte dos polícias alterou radicalmente o seu comportamento. "A partir daí fomos logo agredidos por esses dois polícias que vinham no carro-patrulha", refere. Daniel Soares também diz que que ele e o companheiro não se tinham apercebido de que estavam a ser perseguidos, acusando os polícias de mentir: "Estão a montar um cenário contra nós".

REVISTA DE IMPRENSA | Daniel Soares é suspeito de desobediência, condução perigosa e agressão a um agente

O jurista Daniel Soares foi detido pela Polícia de Segurança Pública na noite de domingo, após uma perseguição policial que começou no Porto e terminou em Vila Nova de Gaia. De acordo com o Jornal de Notícias, o antigo adjunto do ex-ministro do Ambiente Duarte Cordeiro é suspeito de desobediência, condução perigosa e agressão a um agente.

Segundo o auto policial, tudo começou quando uma patrulha viu um carro passar um sinal vermelho na Praça da Galiza. A polícia terá ordenado a paragem, mas o condutor não obedeceu, iniciando-se uma perseguição que durou cerca de 20 minutos. Durante o percurso, o veículo terá circulado em velocidade excessiva, ignorado sinais luminosos e realizado manobras perigosas.

De acordo com a versão policial, o carro acabou por parar em Gaia. Ao sair do veículo, Daniel Soares terá confrontado os agentes e desferido uma cabeçada num polícia. O passageiro, identificado como Bruno Sousa, também terá insultado outro agente e questionado:  "Também queres levar uma cabeçada, seu filho da p***?"

Ambos foram detidos, tendo resistido à detenção com "animosidade". "Foi preciso projetá-los no solo", refere o auto citado pelo JN.

Daniel Soares recusou realizar o teste de alcoolemia, o que constitui crime de desobediência. O passageiro foi transportado ao hospital devido a uma fratura no joelho e um dos polícias sofreu escoriações.

Em declarações ao jornal, o jurista contesta a versão da PSP e afirma que ele e o companheiro, ambos com 38 anos, foram agredidos pelos agentes e que o namorado vai ter de ser operado porque "sofreu uma fratura complexa do joelho direito". 

Daniel Soares acusa ainda os polícias de fabricarem a ocorrência e que o conhecimento da sua orientação sexual alterou o comportamento dos agentes.

Ambos foram ouvidos por um juiz e ficaram sujeitos a apresentações periódicas na polícia.

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