Filho de Paul Auster, acusado da morte da filha de dez meses, morre de overdose

29 abr, 11:21
Daniel Auster (Instagram)

Daniel Auster, de 44 anos, tinha sido acusado da morte da filha, Rubi, que morreu a 1 de novembro, com uma overdose de fentanil e heroína

Daniel Auster, filho do escritor Paul Auster, foi encontrado inconsciente numa estação de metro em Brooklyn, em Nova Iorque, EUA, e levado para o hospital, avança o New York Times, que cita fontes oficiais. O paisagista, de 44 anos, acabou por morrer esta quinta-feira, depois de ser desligado do suporte de vida. 

A 17 de abril, Auster tinha sido acusado da morte da filha de dez meses, que morreu com uma overdose de fentanil e heroína. A menina, Ruby, foi encontrada inconsciente, no dia 1 de novembro, em casa, em Park Slope, Brooklyn, e foi declarada morta no Hospital Metodista de Brooklyn. O gabinete de medicina legal determinou, mais tarde, que ela morreu devido a uma “intoxicação aguda” das drogas, disse a polícia.

Daniel Auster acabaria detido, depois de serem conhecidos os resultados dos exames toxicológicos, mas foi libertado sob fiança. 

Fonte oficial das forças policiais avançaram ao New York Times que Daniel Auster foi encontrado inconsciente na estação de Clinton Hill e levado para o Centro Hospitalar de Brooklyn. Esta quinta-feira, viria a falecer depois de ser desligado do suporte de vida. A mesma fonte avança que a overdose terá sido acidental.

A procuradoria de Brooklyn já confirmou que foi informada da morte de Daniel Auster.

Ao New York Times, Paul Auster, romancista premiado e autor de best sellers como "Trilogia de Nova Iorque" e "Leviathan", recusou-se a comentar a morte do filho.

Na altura da detenção, John Godfrey, advogado da Legal Aid Society, responsável pela defesa do paisagista, afirmou ao New York Times que, depois da morte da filha, Daniel Auster tinha participado num programa de reabilitação e estava sóbrio desde então. 

A vida de Daniel Auster ficou marcada pelas drogas e pelos problemas com a justiça. Em 1998, quando tinha 20 anos, Auster declarou-se culpado por possuir três mil dólares que tinham sido roubados a Andrew Melendez, um traficante de drogas também conhecido como Angel, que tinha sido morto dois anos antes pelo dono de um clube, Michael Alig, e um cúmplice. Os dois homens mataram e desmembraram Angel e atiraram o seu corpo para o rio Hudson. Auster declarou que testemunhou o homicídio e recebeu o dinheiro em troca pelo seu silêncio. Foi sentenciado a liberdade condicional, mas o tribunal considerou que ele não estava implicado na morte. Alig viria a morrer em 2020, vítima de overdose. Em 2008 e em 2010, Daniel Auster voltaria a ser detido por posse de drogas.

Novo Dia CNN

5 coisas que importam

Dê-nos 5 minutos, e iremos pô-lo a par das notícias que precisa de saber todas as manhãs.
Saiba mais

E.U.A.

Mais E.U.A.

Patrocinados