Trump admite "tomada amigável" de Cuba. Há conversações secretas em andamento

27 fev, 20:13
Marco Rubio e Donald Trump (Evan Vucci/AP)

Com ascendência cubana, é Marco Rubio que está a liderar todo o processo

Neutralizada a Venezuela de Nicolás Maduro, os Estados Unidos continuam com aquilo a que alguns já chamaram de doutrina “Donroe” bem presente, numa alusão às pretensões do presidente norte-americano em dominar todo continente.

No comentário mais recente nesse mesmo sentido, Donald Trump sugeriu que os Estados Unidos podem realizar uma “tomada amigável” de Cuba, não esclarecendo o que isso significa exatamente.

O assunto está, por agora, a ser lidado por um dos mais interessados, o secretário de Estado Marco Rubio, que tem origens cubanas e está a lidar com a situação a um “nível muito elevado”.

"O governo cubano está a falar connosco e estão num grande problema", referiu Donald Trump.

"Não têm dinheiro. Não tem nada, neste momento, mas estão a falar connosco, talvez haja uma tomada amigável de Cuba", reiterou, lembrando que se fala de Cuba desde que ele próprio era criança.

Com efeito, Cuba será dos mais antigos inimigos dos Estados Unidos, nomeadamente a nível ideológico, com o pico dessa rivalidade a ser atingido durante a crise dos mísseis de 1962.

Agora, Donald Trump olha para a frente, admitindo que vê a entrada em Cuba como possível, ainda que não ao estilo da Venezuela, onde as forças especiais norte-americanas entraram para capturar o líder, Nicolás Maduro.

De acordo com a Axios, Marco Rubio tem mantido conversações secretas com o neto do antigo líder cubano Raúl Castro, numa tentativa de fazer algo semelhante com o que aconteceu em relação a Delcy Rodríguez, que foi interagindo com os Estados Unidos antes da operação em Caracas.

E.U.A.

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