Manifestaram-se em Cuba contra o Governo e agora levam penas de prisão até 25 anos (há 16 menores entre os condenados)

14 jun, 14:39
Havana, Cuba

Presidente de Cuba alega que os manifestantes são mercenários contratados pelos EUA

Trezentas e oitenta e uma pessoas foram condenadas em Cuba por participar em protestos contra o Governo, no verão de 2021. Esta é uma prática ilegal no país, mas a proibição não impediu que milhares de pessoas fossem para a rua gritar por liberdade. Um grito que provocou o julgamento de 381 pessoas, com 297 delas a receber penas de prisão por sedição, desordem pública, agressão ou roubo, de acordo com o escritório do procurador-geral. 

Algumas das penas chegam aos 25 anos de prisão. Outras (uma minoria) podem ser cumpridas através de serviço comunitário. Cerca de 16 menores, entre os 16 e os 18 anos, foram condenados, de acordo com um procurador cubano.

São sentenças que pretendem castigar aqueles que reclamavam o aumento dos preços e a escassez de alimentos e remédios em Cuba - foi um dos maiores protestos em décadas. A resposta da polícia foi implacável: imagens nas redes sociais mostravam detenções, espancamentos e pulverizações de substâncias nos manifestantes.

Segundo Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, os Estados Unidos são os cabecilhas dos protestos, alegando que os manifestantes são mercenários contratados com o intuito de perturbar a ordem do país.

Em março deste ano, mais de 100 pessoas que participaram nestes mesmos protestos já tinham sido condenadas a cumprir penas de prisão - penas essas que vão dos seis aos 30 anos. 

 

 

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