Champions: Barcelona-Benfica, 0-0 (crónica)

23 nov 2021, 22:17

Águia sobrevive ao dilúvio nas asas de Ota e Ody

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0 a 0? Também. Mas sobretudo O a O. O nulo que o Benfica alcançou esta noite em Camp Nou deve-se em boa parte a duas exibições magistrais: Odysseas e Otamendi.

Foi nas asas deles que a águia sobreviveu ao dilúvio em Camp Nou e saiu viva para a derradeira jornada da Champions.

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Apesar dos dois pontos de desvantagem para o Barça se manterem, as perspetivas tornaram-se subitamente bem mais positivas. O Benfica acaba de garantir o terceiro lugar, que vale acesso à Liga Europa, e na última ronda pode ultrapassar o Barça e garantir os oitavos da Champions caso vença na receção ao já eliminado Dínamo de Kiev (1 ponto em cinco jogos), e se os catalães não vencerem o Bayern, líder e já apurado, na Alemanha.

Esta noite, debaixo de chuva intensa na cidade condal, a equipa de Jorge Jesus enfrentou ventos e marés para manter o pé dentro da Champions.

A derrota seria fatal perante um Barça bem mais personalizado do que aquele que perdeu na Luz.

Mesmo que seja precoce apontar o dedo de Xavi, os blaugrana trocam a bola como poucas equipas. Falta-lhes, ainda assim, poder de fogo. Talento há de sobra nos pés dos jovens Nico González, Gavi, Demir, que hoje foram titulares.

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O Benfica viu uma espécie de projeto de tiki-taka diante dos seus olhos durante a primeira meia-hora de jogo e só acordou depois disso. Dois cantos de Everton, dois lances de perigo iminente. À primeira, Ter Stegen salvou o cabeceamento de Yaremchuk, à segunda, Otamendi marcou, mas a bola terá feito a curva por fora da linha de fundo.

Ainda antes do intervalo, o Barça reagiu com Demir a atirar à trave. E no segundo tempo haveriam os catalães a voltarem com mais iniciativa de jogo.

Dembélé entrou para pôr em sentido o lado esquerdo da defesa encarnada. E aí Jesus chamou Lazaro e Pizzi para conter o ímpeto caseiro. Os extremos Rafa e Everton foram sacrificados a 20 minutos do fim. Ronald Araújo haveria de introduzir a bola na baliza do Benfica, mas a bandeirola subiu.

O Barça teve o dobro dos remates (14-7) e quase o dobro da posse de bola (61%-39%). Ainda assim, a derrota seria um castigo imerecido para Otamendi e Odysseas. O que o argentino não limpou, o grego defendeu. Um e outro agarraram a equipa nos momentos mais difíceis e tudo poderia ter um final ainda feliz já nos descontos, quando Seferovic, após sentar Ter Stegen, desperdiçou de forma escandalosa o golo da vitória.

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Jesus ajoelhou-se em Camp Nou. Mas bem pode levantar-se e andar. As águias têm caminho pela frente nesta Champions.

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