Taça da Liga: Benfica-Sp. Covilhã, 3-0 (crónica)

Rafael Vaz , Estádio da Luz, Lisboa
15 dez 2021, 20:56

Do assado encarnado, salva-se o «frango» de Léo

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«Se tivermos de ir para o risco total, vamos. Os jogadores do Benfica sentem-se bem assim.»

Esta foi a garantia deixada por Jorge Jesus na véspera da receção do Benfica ao Sp. Covilhão, em jogo da terceira e última jornada da fase de grupos da Taça da Liga.

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Com o Vitória de Guimarães na liderança, os encarnados sabiam que tinham de ganhar, primeiro, e por muitos golos, depois. Isto frente a um Sp. Covilhã que jogaria apenas pela honra, uma vez que já estava matematicamente eliminado.

Daí a afirmação de Jesus. Trocado por miúdos, ou linguagem futebolística, o técnico das águias deixou antever que colocaria a carne toda no assador.

Bem dito, bem feito.

Tomás Araújo em estreia numa defesa a três (apesar do bluff de Jesus)

Apesar da ameaça na conferência, Jesus não abdicou do sistema de três centrais. Estreou Tomás Araújo na defesa, ao lado de Ferro e Morato e nas alas, sim, apresentou novidades, com Everton a fazer o corredor direito e Gil Dias o esquerdo.

Os dois foram praticamente extremos durante toda a partida, tanto é que foram alternando de lado.

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Só que isso não se traduziu propriamente num jogo ofensivo avassalador, muito menos em golos.

A equipa da Luz entrou em campo desligada, viu o Covilhã ameaçar o 1-0 por duas vezes – numa delas Jô acertou na barra –, e só Taarabt, o mais inconformado, foi disfarçando a evidente falta de inspiração dos homens de vermelho.

Ainda assim, deu para ir para o intervalo a vencer – num golo criado no laboratório do Seixal, e perfeitamente executado por Taarabt, Pizzi, Gonçalo Ramos e, por fim, Seferovic – e em superioridade numérica, já que Tembeng foi expulso aos 39 minutos após uma entrada duríssima sobre Everton.

Perante um jogo de ataque organizacional pobre, valeu uma bola parada para dar, ainda assim, justiça ao marcador no intervalo.

Três mudanças ao intervalo, o reflexo da insatisfação de Jesus

Afastado do banco, devido ao castigo aplicado na véspera pelo Conselho de Disciplina, Jorge Jesus demonstrou a sua insatisfação de outra maneira: no regresso para a segunda parte, tirou Meite, Pizzi e Seferovic e lançou Paulo Bernardo, Rafa e Darwin.

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Acima de tudo, o treinador de 67 anos quereria mais vivacidade e velocidade num assador que, apesar de ter muita carne, demonstrara até então brasas muito discretas.

Perante uma equipa adversária a jogar em adversário médio baixo, e ainda por cima reduzida a dez unidades, as opções por Rafa e Darwin demoraram a surtir efeito, mas surtiram.

O primeiro conquistou o penálti que Darwin concretizou para o 2-0 aos 67 minutos, numa altura em que Jesus já tinha desfeito a defesa a três e tinha juntado Yaremchuk a Gonçalo Ramos.

«Frango» de Léo para salvar o assado

Seis minutos depois, Darwin bisou, num momento caricato. O uruguaio rematou do meio da rua e Léo deixou passar a bola por entre as pernas. O objetivo do Benfica estava alcançado: três golos marcados e uma diferença de pelo menos dois golos no marcador.

A exibição não foi perfeita, longe disso, numa noite de clara desinspiração de vários jogadores e na qual o ataque posicional das águias demonstrou algumas dificuldades para criar situações de desconforto para Léo.

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Ainda assim, o Benfica é recompensado por ter posto a tal carne toda no assador. Salva-se o apuramento e o... frango de Léo.

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