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Tribunal russo condena 15 pessoas a prisão perpétua por atentado em 2024

Agência Lusa , AM
12 mar, 10:08
Crocus City Hall (AP)

Atentado na sala de espetáculos Crocus City Hall causou grande comoção na Rússia, na altura envolvida na guerra da Ucrânia há dois anos

Um tribunal russo condenou esta quinta-feira a prisão perpétua os quatro autores e 11 cúmplices do atentado na sala de espetáculos Crocus City Hall, em Moscovo, no qual morreram 150 pessoas em 2024.

Os quatro autores, Chamsidine Faridouni, Dalerdjon Mirzoiev, Makhammadsobir Faizov e Saidakrami Ratchabolizoda, todos cidadãos do Tajiquistão, e os 11 cúmplices receberam a mesma sentença de prisão perpétua, como pedido pelo Ministério Público russo, informou a agência de notícias France-Presse presente no tribunal na capital russa.

Durante a leitura da sentença, vários acusados apareceram de cabeça baixa, numa cela de vidro reservada aos arguidos, guardados pelas forças de segurança.

Reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), este foi o pior atentado na Rússia em quase 20 anos e o mais mortífero em solo europeu, com 150 mortos e mais de 600 feridos, incluindo crianças.

Pouco antes de um concerto de música 'rock', homens armados invadiram a sala de espetáculos Crocus City Hall, em Moscovo, em 22 de março de 2024, antes de abrirem fogo sobre a multidão e incendiarem o local, tendo muitas pessoas ficado presas no interior.

O atentado causou grande comoção na Rússia, na altura envolvida na guerra da Ucrânia há dois anos.

A Presidência russa (Kremlin) apontou Kiev como responsável pelo atentado, mas nunca provou as acusações. As autoridades ucranianas negaram qualquer responsabilidade.

A Rússia intensificou leis e discursos anti-imigração, apesar de um grande número de cidadãos da Ásia Central viver e trabalhar no país. Esta mudança gerou tensões entre Moscovo e os países da região.

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