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Novo livro de Simon Park revisita os Descobrimentos através de fracassos, naufrágios e conflitos

7 mai, 08:54
Simon Park

O resultado é uma cronologia alternativa do século que se seguiu à viagem de Colombo em 1492, centrando-se nos fracassos, nos naufrágios e nos encontros turbulentos que acompanharam a época dos Descobrimentos. Ao destacar tudo aquilo que correu menos bem, esta obra revela o frágil equilíbrio entre potências europeias ambiciosas, intermediários locais astutos e comunidades que resistiram à invasão. Um retrato envolvente de um período turbulento, que desafia a ideia do domínio europeu inevitável e convida a repensar a história como espaço aberto, moldado por escolhas, conflitos e possibilidades.

"Destroços dos Descobrimentos" é a primeira obra de Simon Park dirigida ao grande público

Um novo livro de Simon Park propõe uma leitura alternativa da expansão marítima europeia, afastando-se da narrativa tradicional centrada nos grandes heróis dos Descobrimentos para destacar episódios de fracasso, naufrágios e encontros turbulentos.

Em "Destroços dos Descobrimentos", o autor questiona a visão de que Cristóvão Colombo, Vasco da Gama e Fernão de Magalhães como símbolos da expansão marítima europeia e recupera histórias menos conhecidas da época. 

Entre os exemplos referidos está a expedição de Martin Frobisher, que, na procura de ouro, atravessou o Atlântico com toneladas de pedras sem valor. A obra recorda também o naufrágio do navio do capitão Manuel de Sousa de Sepúlveda, que se afundou ao largo da costa sul-africana quando transportava especiarias.

"Durante séculos, figuras como Cristóvão Colombo, Vasco da Gama ou Fernão de Magalhães foram celebradas como heróis da expansão marítima europeia. No entanto, que histórias ficam de fora quando olhamos apenas para os grandes feitos e para os vencedores? Sabia que na sua busca por ouro, Martin Frobisher, que se comparava a Cristóvão Colombo, transportou toneladas de pedras sem valor através do Atlântico? Já tinha ouvido a história do navio do capitão Manuel de Sousa de Sepúlveda, que, na procura de especiarias e sobrecarregado, naufragou ao largo da costa sul-africana, espalhando o seu precioso carregamento?", lê-se na sinopse do livro.

Com base em relatos marítimos recolhidos em diferentes regiões do mundo, do Brasil ao sudeste africano, passando pela Índia e Filipinas, Simon Park constrói uma cronologia alternativa do século que se seguiu à viagem de Colombo em 1492.

O livro destaca ainda o equilíbrio frágil entre potências europeias, intermediários locais e comunidades que resistiram à expansão, desafiando a ideia de um domínio europeu inevitável.

Especialista em literatura e cultura material do mundo moderno inicial, Simon Park é professor associado de Português Medieval e Renascentista na Universidade de Oxford. Esta é a sua primeira obra dirigida ao grande público.

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