Automotive Summit: o carro do futuro

25 de junho

Museu do Oriente, Lisboa

Cristina Pinto Dias responde ao PS por causa da CP: "Discriminar um trabalhador em Portugal, isso sim, é ética reprovável"

25 jun, 12:29
Cristina Pinto Dias (FOTO: Rodrigo)

secretária de Estado da Mobilidade

A secretária de Estado da Mobilidade responde à crítica de "falta de moralidade, transparência e ética", na sequência da audição sobre a indemnização de 80 mil euros que recebeu com a saída da Comboios de Portugal, garantindo que foi "tratada como os demais trabalhadores"

“Fui tratada como os demais”. Cristina Pinto Dias defende a transparência da sua saída da Comboios de Portugal quando questionada, esta terça-feira, na CNN Summit, acerca da proposta da Iniciativa Liberal para a realização de uma auditoria às indemnizações pagas a dirigentes no setor empresarial do Estado nas últimas duas décadas.

A secretária de Estado da Mobilidade, que exerceu o cargo de vice-presidente da CP, recebeu 80 mil euros de indemnização aquando da sua saída para assumir funções como administradora da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT). Consequentemente, a requerimento do Partido Socialista, Pinto Dias foi ouvida pela comissão de Economia, Obras Públicas e Habitação sobre o processo.

No âmbito da CNN Summit, num painel dedicado a políticas públicas de mobilidade, a ex-vice-presidente da CP garante que prestou “todos os esclarecimentos necessários”. 

Em resposta à acusação de “falta de moralidade, transparência e ética” de Pedro Coimbra, deputado do PS, Cristina Pinto Dias argumenta que “ética reprovável” é “discriminar um trabalhador em Portugal”.  E ainda frisou que é “uma pessoa de bem” e que apenas foi “tratada como os demais”. 

Focando-se na proposta apresentada pela IL na semana passada, Cristina Pinto Dias admite, “em termos pessoais e não como governante”, uma certa estranheza perante uma "avaliação de dinheiros públicos aplicados há 10 ou 20 anos, quanto temos anos pela frente”. Enquanto governante, diz que os deputados são “soberanos” e devem “fazer o caminho da sua política pública”. “Se esse for o caminho, pois seja”, observa. 

A secretária de Estado da Mobilidade avançou ainda alguns dos objetivos da política pública para este setor e reconheceu a necessidade de um maior investimento que permita “a construção de uma mobilidade sustentável”.

Relacionados