Avançado recordou ainda que nunca mais foi a um cemitério desde a morte do pai, em 2005
Na segunda parte da entrevista de Cristiano Ronaldo a Piers Morgan, divulgada nesta quinta-feira, o avançado português abordou a morte de Diogo Jota, antigo colega seu na Seleção Nacional que perdeu a vida num acidente de viação.
«Estava no meu momento de descanso com a Gio [Georgina Rodríguez]. Eu não acreditei nas mensagens. Chorei muito, podem confirmar. Foi muito difícil para o país, para a família, para os colegas. Ficaram todos devastados», começou por recordar.
«É preciso viver o momento. É por estas e por outras que já não planeio as coisas a longo prazo. Tudo pode mudar num momento. Temos de estar felizes por estarmos cá e o futuro só Deus sabe», reforçou o capitão da Seleção.
Cristiano Ronaldo admite que na Seleção Nacional «ainda sentimos a aura dele». «Ele era um de nós. Muito bom rapaz, calmo. Bom jogador. Gostei de conhecê-lo, partilhar com ele grandes momentos, mas foi tudo muito triste», disse.
Piers Morgan revisitou algo que, na altura, encheu caixas de comentários na internet - a ausência de Cristiano Ronaldo no funeral do colega de equipa. Ronaldo assegurou estar de «consciência tranquila» e deu duas razões para o ter feito.
«Desde que o meu pai morreu [em 2005], nunca mais fui a um cemitério. E depois, onde quer que eu vá, é um circo. Eu não fui também porque a atenção viraria para mim, e eu não queria isso. Eu senti-me bem com a minha decisão. Não preciso de estar na primeira linha para as pessoas verem-me e dizerem: 'Ah, o Cristiano é bom porque veio.' Planeei as coisas, pensei na família dele. Não preciso que as pessoas vejam o que faço diante das câmaras. Eu faço-o atrás das câmaras», disse.
Explicando a situação «de uma maneira mais engraçada», continuou Cristiano Ronaldo: «Se quiseres aproveitar o teu aniversário, não me convides. Se não, vai ser uma confusão», avisou o jogador do Al Nassr.