Mundial 2026: Portugal-Uzbequistão, 5-0 (destaques)

Sérgio Pereira , Enviado-especial aos Estados Unidos
23 jun, 20:11
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Ronaldo. Para. A. História. Outra. Vez.

Figura: Cristiano Ronaldo

Histórico! Outra vez! O primeiro jogador a marcar em seis Mundiais! Começou o jogo com um belo golo, antes de bisar com um ainda mais belo. A partir daí tirou aquele menir que trazia em cima das costas e soltou-se para este Mundial. Enganou toda a gente quando deixou Nuno Mendes bater o livre para o segundo golo, virou Khusanov roubar-lhe o hat-trick em cima da linha e obrigou o guarda-redes a brilhar mais um par de vezes.

Positivo: Bruno Fernandes

Após uma estreia muito apagada, ali perdido muito perto dos defesas do Congo, surgiu esta tarde em todo o seu esplendor. Aquele passe para o segundo golo de Ronaldo é uma obra de arte mais perfeita que os círculos de Giotto. Mas há mais: lançou Nélson Semedo para o quinto golo, recuperou bolas e espalhou futebol por todo o relvado, numa tarde para lembrar.

Momento: Nuno Mendes quando ninguém esperava

O momento decisivo do jogo chegou ao minuto 18: depois de marcar cedo, como tinha feito com o Congo, Portugal ganhou um livre à entrada da área. Perfeito para Ronaldo, pensou toda a gente. Menos Ronaldo, está bom de ver. O capitão deixou ser Nuno Mendes a bater, a bola saiu em arco pelo lado contrário ao que toda a gente imaginava e todos respiramos fundo.

OUTROS DESTAQUES:

Nuno Mendes

Mais um grande jogo do lateral, o que não é propriamente novidade. É mais do mesmo, no fundo. Fez um belo golo de livre, fez um passe perfeito que Ronaldo quase finalizou em golo, ganhou todas as disputas defensivas e ainda surgiu a apoiar ao ataque. Enorme, como sempre.

João Neves

Tornou-se um intocável nesta seleção, e com toda a razão. O que ele faz em campo nenhum outro jogador português consegue fazer: recupera bolas, tapa espaços, distribui jogo, pressiona adversários, enfim. Faz tudo o que é preciso para manter a equipa como uma máquina.

João Cancelo

Só jogou a primeira parte, porque é preciso começar a pensar já na Colômbia, mas enquanto esteve em campo foi uma seta apontada ao ataque. Foi dele a assistência para o primeiro golo do jogo, após um grande trabalho individual, entre vários outros pormenores de destaque.

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