REVISTA DE IMPRENSA || Os esquemas mais frequentes prometem crédito rápido, sem burocracias ou com aprovação garantida
As denúncias por atividade financeira não autorizada dispararam 83% nos últimos cinco anos, com esquemas de crédito fácil e falsas oportunidades em criptomoedas a dominarem os casos identificados pelo Banco de Portugal. De acordo com o Jornal de Notícias, entre 2021 e 2025, o supervisor bancário instaurou 1710 processos de averiguação, o que corresponde a uma média de 6,5 por semana, número que sobe para nove processos semanais apenas em 2025.
Os dados revelam uma tendência de crescimento contínuo, com especial incidência no último ano. Em 2025, foram abertos 479 processos, mais 45,1% do que em 2024. Em 2021, tinham sido registados 261 processos, número que subiu gradualmente até aos 328 em 2023. Cada averiguação pode envolver mais do que uma entidade suspeita.
Sempre que são detetados indícios de crime, o Banco de Portugal comunica as situações à Procuradoria-Geral da República. Entre 2021 e 2025, foram feitas 157 comunicações, envolvendo 332 ilícitos criminais. Apesar de um aumento de 25% nas participações entre 2024 e 2025, o total de comunicações caiu 44% no conjunto dos cinco anos.
Os esquemas mais frequentes prometem crédito rápido, sem burocracias ou com aprovação garantida, exigindo pagamentos antecipados que acabam por resultar em prejuízo para os consumidores. As burlas proliferam sobretudo nas redes sociais e afetam, em particular, pessoas em situação económica mais vulnerável.
O Banco de Portugal e a Deco alertam para a necessidade de confirmar sempre se as entidades estão legalmente autorizadas e para os riscos associados a falsas plataformas de investimento e de criptoativos, que prometem ganhos elevados e garantidos sem qualquer enquadramento legal.