REVISTA DE IMPRENSA || Estudo critica ainda a inconsistência dos dados nos Relatórios Anuais de Segurança Interna, apontando dificuldades de comparação e ruído informativo
Entre 2000 e 2024, a criminalidade participada em Portugal desceu 1,3%, mas as menções a crimes nas capas dos principais jornais aumentaram 130%, avança o Diário de Notícias. Os dados são revelado no mais recente estudo do Observatório de Segurança e Defesa da SEDES, que identifica um desalinhamento preocupante entre a realidade criminal e a perceção de insegurança dos cidadãos.
O relatório sublinha que o aumento da exposição mediática, a persistência das notícias sobre crimes e a instrumentalização política de alguns casos contribuem para reforçar o sentimento de insegurança. Embora reconheça o papel da imprensa, o estudo destaca que as redes sociais amplificam desinformação, sobretudo entre os mais jovens.
Para a SEDES, os comportamentos contrários às normas sociais, mas não criminalizados, também influenciam o sentimento de insegurança. O estudo critica ainda a inconsistência dos dados nos Relatórios Anuais de Segurança Interna, apontando dificuldades de comparação e ruído informativo.
Como resposta, propõe inquéritos de vitimação regulares, normalização estatística no RASI, comunicação clara por parte das autoridades e maior articulação entre polícias e Justiça.