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Travada fraude com criptomoedas na Europa que terá lesado vítimas em 100 milhões de euros

Agência Lusa , AM
23 set 2025, 13:33
Símbolos de criptomedas, que usam tecnologia Blockchain (Graphic: Business Wire)
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Esquema desenrolou-se em 23 países, entre locais para onde os fundos foram desviados e onde residem vítimas, e o principal detido é suspeito de fraude em larga escala e lavagem de dinheiro

Uma operação transnacional que incluiu buscas em Portugal travou uma fraude com criptomoedas que, desde 2018, terá lesado mais de 100 pessoas na Europa em pelo menos 100 milhões de euros, anunciou esta terça-feira a Eurojust.

"No dia da operação, cinco suspeitos foram detidos, incluindo o alegado principal perpetrador por detrás do esquema", refere, em comunicado, a Agência da União Europeia para a Cooperação Judiciária Penal (Eurojust), precisando que o suspeito terá, "através de uma plataforma de investimento 'online'", defraudado "mais de 100 vítimas na Alemanha, em França, em Itália e em Espanha, entre outros, em pelo 100 milhões de euros".

Segundo o comunicado, o homem prometeria "retornos elevados em investimentos em diversas criptomoedas" através de plataformas aparentemente profissionais, com uma grande parte do dinheiro a ser branqueado com recurso a contas bancárias na Lituânia.

"Quando as vítimas tentavam recuperar os investimentos, era-lhes pedido que pagassem taxas adicionais, com o 'site' que foi usado para a fraude a desaparecer em seguida. Consequentemente, os investidores perderam a maioria ou em alguns casos todo o seu dinheiro", explica o organismo.

No total, o esquema desenrolou-se em 23 países, entre locais para onde os fundos foram desviados e onde residem vítimas, e o principal detido é suspeito de fraude em larga escala e lavagem de dinheiro.

A coordenação da investigação pela Eurojust foi solicitada por Portugal e Espanha, dois dos países onde decorreram igualmente buscas.

Em Portugal, a ação contou com a participação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) do Ministério Público, da Polícia Judiciária (PJ) e do Tribunal Central de Instrução Criminal.

A Lusa pediu esta manhã mais detalhes à PJ sobre a operação, incluindo a data que ocorreu, aguardando resposta.

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