Aos 78 anos, a antiga inspetora resolveu, ou encerrou, centenas de casos de homicídio durante os 20 anos que passou na secção de homicídios da Polícia de Detroit
Alta e com um aglomerado de caracóis a cair-lhe sobre o rosto, Barbara Simon assemelha-se à professora substituta de pré-escolar e do ensino básico que é atualmente.
Mas por trás dos óculos de armação prateada e dos acessórios brilhantes esconde-se uma ex-polícia implacável, com a reputação de "A Finalizadora", uma interrogadora dura, conhecida pela sua incrível capacidade de extrair confissões em casos de homicídio.
Aos 78 anos, a antiga inspetora resolveu, ou encerrou, centenas de casos de homicídio durante os 20 anos que passou na secção de homicídios da Polícia de Detroit.
Atualmente, encontra-se no centro de pelo menos seis condenações por homicídio que foram anuladas ou revogadas, duas delas apenas no mês passado, depois de os tribunais estaduais terem encontrado provas de que as confissões e os depoimentos de testemunhas que ajudou a obter estavam manchados por má conduta, que ia da coação à falsificação. Esta situação resultou na prisão de homens negros inocentes durante vários anos, antes de serem absolvidos.
As ações de Simon infligiram feridas emocionais profundas e duradouras, garantem os antigos reclusos e os respetivos advogados.
As suas alegadas táticas, inicialmente noticiadas pelo Detroit Metro Times em 2024, levaram também a acordos de milhões de dólares à custa dos contribuintes de Detroit, sem qualquer reconhecimento de culpa por parte da autarquia ou da força de segurança.
Embora Simon nunca tenha sido acusada de qualquer crime, muitos dos seus antigos processos estão a ser revistos e esperam-se mais exonerações, indicaram à CNN os advogados da Innocence Clinic da Universidade de Michigan.
A ex-polícia negou repetidamente as acusações em testemunhos anteriores e recusou os pedidos de comentário da CNN para esta reportagem. A Polícia de Detroit também nunca a penalizou pelas denúncias. Os advogados que representaram Simon em processos anteriores não responderam aos contactos da CNN, o mesmo acontecendo com a Polícia e o município de Detroit.
Chamavam-lhe "A Finalizadora"
Mark Craighead sentou-se perante Simon numa sala de interrogatório no ano 2000, quando as autoridades levaram este marido e pai de família à antiga sede da polícia, dizendo-lhe tratar-se de "um caso com três anos que precisamos de encerrar".
Craighead já tinha sido interrogado duas vezes pelo homicídio do seu grande amigo Chole Pruett, mas sempre insistiu na sua inocência, sublinhando que, na altura do tiroteio, estava a trabalhar num armazém fechado a cerca de 32 quilómetros de distância.
Foi detido durante a noite numa cela infestada de baratas e ratos, e os seus repetidos pedidos para contactar a mulher e um advogado foram ignorados.
No encontro com Simon, esta ter-lhe-á dito que a sua mulher iria encontrar um novo marido e os filhos passariam a chamar pai a outra pessoa caso não confessasse o crime, pois iria para a prisão para o resto da vida, revelou Craighead em documentos judiciais de uma audiência de 2001, realizada para determinar se a confissão tinha sido voluntária.
Craighead foi forçado a submeter-se a um teste do polígrafo, o qual lhe disseram ter chumbado.
A inspetora ameaçou usar o polígrafo e a declaração da testemunha para o colocar na cena do crime, caso não começasse a cooperar e a contar o que realmente tinha acontecido, recordou o detido, acrescentando: "E isso iria condenar-me, condenar-me e depois mandar-me para a cadeia para o resto da vida".
No entanto, Simon também lhe sugeriu que "deve ter havido um motivo para o tiroteio". A responsável garantiu-lhe que ele não parecia o tipo de pessoa que mataria e roubaria o melhor amigo, pelo que teria de haver uma razão.
Simon deu-lhe inclusivamente um exemplo, apontando para "uma discussão que acabou numa rixa... e a arma disparou por acidente, pedindo-me que, caso tivesse sido algo desse género, lhe contasse".
Só então poderia ajudá-lo a ver as acusações reduzidas, a arranjar um advogado e a pagar a fiança para "lutar contra isto cá fora", testemunhou o próprio.
"Chamavam-lhe 'A Finalizadora'", salientou Craighead numa entrevista à CNN, notando que a polícia "sabia que táticas ela estava a usar".
Se não cooperasse, a interrogadora prometeu "usar o que tinha para o mandar para a prisão para o resto da vida".
Sem ver uma saída, Craighead admitiu os disparos e assinou uma confissão redigida por Simon.
Acabou condenado por homicídio involuntário pela morte do amigo, uma sentença que continuou a contestar mesmo após sair em liberdade condicional, em 2009.
A viragem aconteceu em fevereiro de 2021, quando a juíza do Tribunal de Wayne County, Shannon Walker, anulou a condenação e ordenou um novo julgamento, citando o "histórico de falsificação de confissões e de falso testemunho sob juramento" da antiga investigadora.
"Estas novas provas estabelecem um padrão comum de má conduta", escreveu a magistrada no despacho, esclarecendo que "estes elementos de impugnação demonstram que Simon mentiu repetidamente como parte da sua má conduta, o que permitiria a um júri avaliar se deve ou não confiar no seu testemunho à luz de informações que demonstram a sua credibilidade".
O Tribunal de Recurso do Michigan confirmou mais tarde a decisão, sustentando que "as provas recém-descobertas também indicam que as táticas de interrogatório da inspetora Simon demonstravam um esquema, plano ou sistema para obter falsas confissões".
Posteriormente, o Ministério Público retirou as acusações e Craighead foi ilibado.
A forma como as decisões se desenrolaram nos casos envolvendo Simon foi "inovadora", realçou Imran Syed, professor de Direito e codiretor da Michigan Innocence Clinic. O docente explicou que, "no Michigan, esse tipo de exoneração baseada em padrões e práticas não era muito comum até ao caso Craighead".
O jurista considerou que "essa conclusão, de que a credibilidade de Simon está diminuída ao ponto de uma condenação baseada numa confissão obtida por ela dever ser anulada, abriu simplesmente um leque de possibilidades".
O Ministério Público de Wayne County recusou comentar o caso de Craighead ou qualquer outro tratado por Simon. No entanto, a procuradora Kym Worthy sublinhou, numa declaração no mês passado, que a "revisão sistemática dos casos da inspetora Simon" por parte do seu gabinete é "exaustiva e contínua". Worthy acrescentou que a unidade de integridade das condenações tem "trabalhado consistentemente nestes processos e noutros que envolvem diferentes detetives de homicídios da Polícia de Detroit".
Novo relato de testemunha ocular leva a exonerações
Justly Johnson e Kendrick Scott passaram perto de duas décadas encarcerados por um homicídio que não cometeram, no âmbito de um processo investigado por Simon.
Os dois homens foram detidos pelo homicídio brutal de Lisa Kindred à frente dos filhos, no Dia da Mãe de 1999, com base num testemunho que mais tarde foi retratado.
Como "era um caso muito mediático", a polícia sentiu a pressão, contou à CNN Johnson, atualmente com 52 anos. "Alguém daquele bairro ia para a prisão e eles não queriam saber quem era. O objetivo era culparem alguém por aquele homicídio, e nós éramos os suspeitos, por isso íamos arcar com as culpas".
Johnson lamentou que as suas vidas tivessem sido "basicamente destruídas".
A dupla apresentou inúmeros recursos sem sucesso, até que surgiram novas provas 12 anos depois: o relato de uma testemunha ocular, Charmous Skinner Jr., filho da vítima, que tinha oito anos à data do crime e testemunhou que Johnson e Scott não eram os homicidas.
O Supremo Tribunal do Michigan remeteu os processos para novos julgamentos e o Ministério Público acabou por retirar as acusações, exonerando os dois homens em 2018.
Num depoimento prestado em 2019, Skinner admitiu que a Polícia de Detroit nunca o interrogou, apesar de estar sentado mesmo ao lado da mãe na carrinha quando esta foi baleada.
Numa declaração juramentada, Johnson afirmou que Simon lhe confessou, durante o interrogatório, estar sob pressão para encerrar o caso.
Na mesma declaração, Johnson revelou que a inspetora admitiu que as autoridades tinham falado com as testemunhas do seu álibi, mas "isso não importava porque o presidente da câmara estava a pressionar o chefe dela, e o chefe estava a pressionar os inspetores", pelo que o iriam acusar de homicídio fosse ele inocente ou não.
Antes de sair da sala "intempestivamente", a interrogadora ter-lhe-á dito ainda que "iria ser acusado de homicídio, e que não havia um júri na América que não o condenasse por matar uma mulher branca".
Num depoimento de 2020 sobre o processo Kindred, Simon garantiu não se lembrar do caso nem estar envolvida no interrogatório das testemunhas que acabaram por se retratar.
Negou igualmente estar "sob qualquer pressão" para encerrar inquéritos de homicídio. "Fiz o meu trabalho. Fiz o melhor que pude", defendeu na altura.
O "rosto" da má conduta policial em Detroit
A inspetora formou-se na academia de polícia em 1977, tendo subido na hierarquia, de agente de patrulha e membro da unidade de crimes sexuais até inspetora de homicídios da Polícia de Detroit, por volta de 1990.
Simon "tornou-se o rosto" da "má conduta da polícia de Detroit nas décadas de 1990 e 2000", analisou Syed, frisando que "não foi a única a agir mal". O professor recordou que a ex-polícia provém "de uma cultura em que o que ela fez era, no mínimo, tolerado", sendo que alguns dos seus clientes consideram mesmo que era encorajado. "Tratava-se de todo um problema cultural".
Essa mesma cultura foi alvo de uma investigação do Departamento de Justiça (DOJ), que concluiu que a secção de homicídios era conhecida, nos anos 90, por lançar uma vasta rede sobre bairros inteiros e deter ilegalmente pessoas que achavam saber algo sobre os crimes.
As estatísticas do FBI citadas pelo DOJ revelam que, em 1998, a polícia local deteve mais de três pessoas por cada homicídio, mas resolveu menos de metade das ocorrências. Nessa década, a cidade registou uma média de mais de 500 homicídios por ano.
O relatório assinalou que a secção tinha a "prática de deter regularmente pessoas que consideravam ter informações relativas a um crime de homicídio, incluindo familiares dos suspeitos e indivíduos que viviam nas proximidades".
"Quando havia um homicídio muito falado no bairro, eles não se importavam de violar os direitos de todas as pessoas da comunidade", criticou Syed. "Prendiam simplesmente qualquer jovem negro que estivesse nas imediações".
Com o tempo e uma maior consciencialização, a cultura na força de segurança local mudou lentamente. Syed reconhece que, felizmente, "quando esse tipo de conduta começa a ser revelado, a comunidade acaba por despertar e compreender que deve haver um limite para a atuação policial".
Em 2003, o DOJ e a autarquia chegaram a acordo para nomear um supervisor responsável por monitorizar as reformas na corporação, abrangendo o uso da força, as práticas de detenção ilegais e outras irregularidades. A supervisão terminou em 2014, quando a tutela federal declarou que o departamento tinha resolvido eficazmente muitas das práticas inconstitucionais que tinham motivado a intervenção.
Paralelamente, o estado aprovou uma lei em 2013 que obriga a polícia a gravar em vídeo e áudio as declarações de pessoas detidas por crimes graves.
Houve também outras consequências para a cidade, como as avultadas indemnizações que Detroit pagou aos homens ilibados nos processos de Simon, com Johnson e Scott a receberem 8 milhões de dólares cada um.
"Diria que, com a nova liderança policial dos últimos anos, parece haver uma vontade de assumir mais responsabilidades", enalteceu o advogado Wolfgang Mueller, que representou Johnson, Scott e Craighead. "E por razões egoístas, a cidade está a desembolsar demasiado dinheiro e isso mancha a reputação dos bons polícias".
"Uma interrogadora muito boa"
No tempo em que Simon integrava o departamento, os interrogatórios decorriam no velho e sombrio edifício-sede, situado no número 1300 da Beaubien Street, um autêntico monólito de nove andares que ocupava um quarteirão inteiro no centro de Detroit. O relatório do DOJ, os antigos reclusos e os seus advogados atestam que testemunhas e suspeitos eram frequentemente retidos durante horas ou mesmo dias sem causa provável, circulando entre pequenas salas de inquérito e celas de detenção imundas, repletas de pragas.
"Barbara Simon esteve envolvida em dezenas, provavelmente centenas, de interrogatórios ao longo de uma vasta carreira, e simplesmente não sabemos quantos desses casos são falsos ou estão viciados, mas certamente haverá mais", avaliou David Moran, cofundador da Michigan Innocence Clinic e advogado principal em dois grandes processos que envolviam a referida inspetora.
O Tribunal de Recurso do Michigan sublinhou semelhanças "surpreendentes" na forma como a mulher conduziu os interrogatórios em três dos seus inquéritos. A base de dados do Registo Nacional de Exonerações assinala que a antiga agente "era vista como uma das melhores interrogadoras do departamento, ostentando a reputação de levar suspeitos a confessar e testemunhas a dar nomes".
Num depoimento em 2023, Simon reconheceu a sua reputação. Quando questionada por Mueller se era considerada uma interrogadora muito boa, retorquiu: "É o que dizem". "E era muito boa a conseguir confissões, não era?", prosseguiu o advogado. "Eu fiz o meu trabalho. Por isso, não vou dizer que era uma profissional", respondeu.
ADN e preservação de provas revertem processos com décadas
As forças de segurança davam frequentemente as investigações de homicídio por concluídas após obterem confissões assinadas.
Mueller recordou as palavras de um detetive: "Um caso fica encerrado se tivermos um mandado de captura assinado ou se houver uma confissão, e o que acontecer no julgamento, acontece, mas nós fechámos o nosso caso".
George Calicut Jr. é um desses exemplos. Embora tivesse admitido o roubo de um telemóvel em 1999, o Ministério Público e os seus advogados garantem que ele assinou posteriormente uma falsa confissão, redigida por Simon, onde declarava ter matado uma mulher, fugindo com "cinco dólares e um telemóvel".
O jovem nunca tinha tido interações anteriores com as autoridades e, no seu julgamento, "não houve testemunhas oculares nem provas físicas que o ligassem ao crime", sendo que "os testes de ADN foram encomendados, mas não realizados".
O acordo de arquivamento do processo menciona que a inspetora se ofereceu para o ajudar redigindo uma declaração que reduziria a acusação a homicídio involuntário, alertando-o que seria acusado de homicídio em primeiro grau caso contactasse um advogado.
O pedido de revisão do processo por parte da Michigan Innocence Clinic levou à descoberta de provas de ADN que excluíam a presença de Calicut na cena do crime, resultando na sua libertação no mês passado, após quase 30 anos atrás das grades.
As provas recolhidas na cena do crime e entretanto preservadas também conduziram à anulação da condenação de Lamarr Monson por homicídio, que cumpriu 20 anos de prisão.
Monson foi condenado em 1997 com base no que garante ser uma falsa confissão após interrogatório de Simon. "Pode dizer-se que ela era agressiva. Eu diria que era má", relatou o antigo recluso. "Eu estava em estado de choque e ela tentou aproveitar-se disso".
Os registos judiciais mostram que a responsável redigiu uma declaração a omitir o álibi do detido e a atestar falsamente que este tinha esfaqueado uma rapariga, não obstante o perito forense ter testemunhado que a criança terá sido espancada com a tampa de um autoclismo encontrada no local.
"Ela simplesmente começou a distorcer as minhas palavras e as coisas de tal forma que se pode dizer que estava a responder às suas próprias perguntas. E, ao fazê-lo, falsificou a declaração", reportou Monson à CNN.
"Quando eu reclamava que queria um advogado ou usar o telefone, ela simplesmente fechava-se, saía da sala, deixava-me lá ficar por volta de uma hora e depois regressava para continuar as perguntas", rematou, asseverando: "Ela estava ativamente a moldar as coisas à imagem que pretendia".
Em 2016, Moran, advogado de Monson, examinou a tampa do autoclismo e encontrou impressões digitais incorporadas nas manchas de sangue.
"A tampa do autoclismo estava esquecida num armazém da polícia de Detroit", recordou Moran, elucidando a situação: "Trouxeram-na, desembrulharam-na e ainda estava coberta de sangue seco. E nesse sangue seco encontravam-se impressões digitais que eles nunca se tinham dado ao trabalho de analisar, porque tinham obtido uma falsa confissão de Lamarr Monson em poucas horas".
As impressões digitais correspondiam a um outro homem que tinha confessado o crime à sua ex-namorada, o que permitiu a libertação de Monson.
O processo resultou num acordo extrajudicial de 8,5 milhões de dólares com a autarquia, atesta o Registo Nacional de Exonerações.
Em declarações à CNN, Monson sublinhou que quer ver Simon "responsabilizada pelos seus atos". "Fez carreira a agir assim, especialmente com jovens negros. Sinto um verdadeiro desprezo por isso".
Sem responsabilização, não há justiça
Algumas semanas após a libertação de Calicut, outro homem condenado por homicídio em segundo grau com base numa declaração obtida por Simon também saiu em liberdade.
No caso de Roy Blackmon, duas testemunhas declararam mais tarde que os seus depoimentos tinham sido forçados, alegando que a inspetora as ameaçara com a acusação de cumplicidade em homicídio caso não implicassem Blackmon num tiroteio mortal.
A Innocence Clinic partilhou que o visado está atualmente a tirar uma licenciatura e ambiciona tornar-se assistente social, servindo também de mentor aos mais jovens.
Junta-se assim a Johnson, Scott, Craighead, Monson e Calicut na tentativa de reconstruir a sua vida após vários anos atrás das grades. Todos partilham a crença de que a justiça só ficará completa quando Simon responder pelo que fez.
"Rezo por ela", sublinhou Johnson. "Não posso dizer que a perdoo. Precisa de ser punida. Não pediu desculpa a ninguém. Sabe que mais, se calhar é melhor assim. Provavelmente vive atormentada todos os dias".
Enquanto aguardam responsabilização, Simon permanece na região de Detroit. No ano passado, revelou num depoimento que se encontrava a dar aulas como professora substituta, da pré-escola ao quarto ano, desconhecendo-se em que distrito escolar. Uma empresa que recruta educadores substitutos para a área de Detroit não respondeu aos repetidos pedidos de comentário. Anteriormente, após reformar-se das forças de segurança, assumiu o cargo de agente especial na Divisão de Pensões de Alimentos da Procuradoria-Geral do Michigan.
O porta-voz da Procuradoria-Geral do Michigan, Danny Wimmer, prestou declarações esclarecendo que a antiga polícia "trabalhou exclusivamente em questões relacionadas com a falta de pagamento de pensões de alimentos".
A mesma nota conclui sublinhando que "seria impossível à senhora Simon envolver-se no tipo de irregularidades de que é agora acusada noutras instâncias no âmbito da sua função neste departamento", não existindo "conhecimento de qualquer problema relativo às suas investigações a pais que se recusaram a pagar a pensão de alimentos".
