"Sofreu em silêncio" durante cinco anos mas agora denuncia pai por abuso sexual em Pombal para defender irmã mais nova

Agência Lusa , BCE
27 mai, 16:03
PJ

O suspeito terá começado a abusar da filha mais velha, quando esta tinha 17 anos, há cerca de cinco anos, pelo que a jovem decidiu denunciar agora o pai para que o mesmo não acontecesse à irmã mais nova

Uma jovem denunciou o pai por alegados abusos sexuais para que a irmã menor de idade não sofresse o mesmo que aquela terá sofrido durante cerca de quatro anos, disse à agência Lusa fonte da Polícia Judiciária.

Um homem de 55 anos foi detido por suspeita da prática reiterada de crimes de abuso sexual de menores da filha, ocorridos na zona de Pombal, durante quatro anos.

Segundo disse à Lusa fonte da Diretoria do Centro da Polícia Judiciária, o suspeito terá começado a abusar da filha mais velha, quando esta tinha 17 anos, há cerca de cinco anos.

Os abusos terão durado entre 2018 e 2022, quando a jovem se autonomizou e saiu de casa.

“Trata-se de uma família num quadro de grande disfuncionalidade, que levou à rutura dos pais. Foi quando a mãe saiu de casa que os abusos à filha começaram”, precisou a mesma fonte.

A vítima, agora com 23 anos, é a mais velha de três irmãos (uma rapariga e um rapaz adolescente) e assumiu o papel da mãe, enquanto esteve em casa, “tomando conta dos irmãos”.

“A jovem sofreu em silêncio e nunca revelou a ninguém os abusos. A denúncia surge agora, porque a irmã fez 17 anos e ela receou que passasse a ser abusada pelo pai, tal como sucedeu consigo”. esclareceu fonte da PJ.

Num comunicado, a diretoria do Centro adiantou que deu cumprimento a um mandado de detenção emitido pelo Ministério Público, ao pai da vítima.

“Aproveitando-se do seu natural ascendente e da fragilidade da mesma [filha], resultante da desagregação do quadro familiar, sujeitou-a, durante vários anos, a sofrer e a praticar consigo atos sexuais de relevo”.

O homem foi detido na quarta-feira, acrescentou a mesma fonte, tendo sido sujeito a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Leiria, na quinta e sexta-feira.

O juiz de instrução criminal decretou-lhe a medida de coação de prisão preventiva.

O homem, sem profissão, não tem antecedentes criminais.

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