REVISTA DE IMPRENSA || A prevalência da obesidade infantil aumentou 1,6% entre 2019 e 2022
O combate à obesidade infantil continua aquém do necessário, com grandes desigualdades no acesso ao tratamento, sobretudo no Sul do país, avança o Jornal de Notícias.
Segundo o jornal, famílias do Algarve e Alentejo são forçadas a percorrer centenas de quilómetros até Santarém para consultas com equipas multidisciplinares, o que compromete a continuidade dos cuidados.
A prevalência da obesidade infantil aumentou 1,6% entre 2019 e 2022, atingindo 13,5%, segundo dados do estudo COSI. A pandemia inverteu a tendência de descida registada até 2019. Especialistas como Paula Freitas, da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, alertam para a urgência de implementar o plano nacional para a obesidade, já desenhado, mas travado com a queda do Governo.
O tratamento farmacológico, possível a partir dos 12 anos, continua inacessível para muitas famílias, já que os medicamentos não são comparticipados. “Precisamos de agir já, antes que os números piorem ainda mais”, alerta a médica. Enquanto isso, o plano para reforçar a resposta nos centros de saúde e hospitais continua por aplicar.